Kotscho: governo torrou R$ 15 bilhões numa reforma fracassada
O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta sexta-feira, 15, que as articulações referentes à votação da proposta de reforma da Previdência, adiada para 19 de fevereiro, consumiram R$ 15 bilhões dos cofres públicos em agrados a parlamentares, governadores e prefeitos; "O papel mais grotesco ficou para o PSDB, que passou o ano todo ameaçando desembarcar do governo e fez de conta que 'fechou questão' a favor da reforma, para no fim do baile sair como o grande paladino do funcionalismo público, ao defender os privilégios dos servidores contratados antes de 2003", diz ele
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247 - O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta sexta-feira, 15, que as articulações referentes à votação da proposta de reforma da Previdência, adiada para 19 de fevereiro, consumiram R$ 15 bilhões dos cofres públicos em agrados a parlamentares, governadores e prefeitos.
"Mais do que isso: custou-nos um ano inteiro de tempo e trabalho perdidos nas negociações entre o governo e o Congresso. Tudo isso para quê? Para nada. Da economia esperada com a reforma de cortar R$ 800 bilhões em dez anos, sobrou algo em torno de R$ 450 bilhões _ isto se até fevereiro não fizerem novos puxadinhos no remendo que sobrou", diz Kotscho.
O jornalista destaca que participou desta "farsa toda a grande mídia", que gastou toneladas e toneladas de papel e tempo de TV em defesa da reforma, apresentada como a salvação da lavoura do ajuste fiscal, deixando ao fim um rombo fiscal de R$ 159 bilhões este ano.
"O papel mais grotesco ficou para o PSDB, que passou o ano todo ameaçando desembarcar do governo e fez de conta que 'fechou questão' a favor da reforma, para no fim do baile sair como o grande paladino do funcionalismo público, ao defender os privilégios dos servidores contratados antes de 2003", diz ele.
"Entramos assim no ano eleitoral, com o governo, a mídia e o mercado incapazes de encontrar um candidato competitivo para enfrentar Lula. Só restou um jeito: tirá-lo do jogo o quanto antes, não importa como. Ou jogar todas as suas fichas e recursos no inacreditável capitão Jair Bolsonaro, como fizeram com Fernando Collor em 1989", acrescenta.
Leia o texto na íntegra no Balaio do Kotscho.
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