Kotscho: goleada no Senado era previsível

"A goleada de 14 a 5 na Comissão Especial foi uma prévia do que deve acontecer no plenário do Senado, prevendo-se igual proporção de votos, onde são necessários 54 votos para aprovar o impeachment e 27 para rejeitá-lo", diz o colunista Ricardo Kotscho

"A goleada de 14 a 5 na Comissão Especial foi uma prévia do que deve acontecer no plenário do Senado, prevendo-se igual proporção de votos, onde são necessários 54 votos para aprovar o impeachment e 27 para rejeitá-lo", diz o colunista Ricardo Kotscho
"A goleada de 14 a 5 na Comissão Especial foi uma prévia do que deve acontecer no plenário do Senado, prevendo-se igual proporção de votos, onde são necessários 54 votos para aprovar o impeachment e 27 para rejeitá-lo", diz o colunista Ricardo Kotscho (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

Para quem assiste ao Jornal da Record News, não chegou a ser uma surpresa a goleada por 14 a 5. Meu palpite no jornal, desde a semana passada, previa a aprovação do parecer pró-impeachment do relator Antonio Anastasia pelo placar de por 16 a 5 (a Comissão Especial do Senado tem 21 integrantes). É que dois senadores governistas faltaram à sessão desta quinta-feira sobre a continuidade do processo, que agora será analisado e julgado pelo plenário.

Foi a última reunião da comissão, que durou 100 dias, teve muita discussão e bate boca, milhares de horas de discursos a favor e contra para, no final, terminar exatamente como começou, com apenas cinco senadores pró-Dilma, que foi mais uma vez derrotada. Ninguém ali mudou de posição.

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Na reta final do processo, faltam apenas duas votações no plenário, em sessões que passam a ser comandadas a partir da semana que vem  pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. No dia 9, próxima terça-feira, o Senado decide se Dilma deve ir a julgamento, como decidiu a Comissão Especial nesta quinta-feira. A decisão final está prevista para começar no dia 25 e terminar dia 29 de agosto, mas Lewandowski só vai anunciar as datas na semana que vem.

Para terminar tudo até o final do mês, o presidente da República interino, Michel Temer, e o do Senado, Renan Calheiros, fizeram um acordo com dois objetivos:

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* Antecipar o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff para que Temer possa ser efetivado logo no cargo antes que surjam fatos novos capazes de mudar o cenário, hoje amplamente favorável ao presidente interino.

* Adiar até onde for possível a sessão da Câmara, que deve aprovar a cassação de Eduardo Cunha, para evitar que  ele cumpra as ameaças de se tornar um homem-bomba antes da votação do impeachment.

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Para Dilma, já começou a contagem regressiva, qualquer que seja a data do julgamento. Até o PT já parece ter desistido de se empenhar manter o mandato da presidente afastada: na reunião da sua Comissão Executiva Nacional, nesta quinta-feira, em São Paulo, a pauta previa a discussão apenas de estratégias do partido para as eleições de outubro.

A goleada de 14 a 5 na Comissão Especial foi uma prévia do que deve acontecer no plenário do Senado, prevendo-se igual proporção de votos, onde são necessários 54 votos para aprovar o impeachment e 27 para rejeitá-lo.

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