Kotscho: Gilmar admite que vazamento pode melar Lava Jato
O jornalista Ricardo Kotscho chama a atenção para a mudança de tom dos poderes em relação ao vazamento das delações, após atingir em cheio o presidente Michel Temer e seu núcleo duro; "Gilmar disse que "isso tem que ter consequência" e defendeu que o Supremo Tribunal Federal tome uma posição sobre a colaboração premiada: "Claro que ela trouxe benefícios, mas vai precisar ser ajustada. Tudo que leva a esse empoderamento leva a abusos". Será que o falante ministro só descobriu os abusos agora que as delações premiadas atingiram a cúpula do governo e as lideranças dos principais partidos políticos?", pergunta
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - "'É possível', admitiu candidamente o ministro Gilmar Mendes ao ser perguntado na terça-feira se o vazamento da primeira delação premiada da Odebrecht pode gerar a nulidade dos processos da Lava Jato. Autonomeado porta-voz das indignadas excelências de alto coturno atingidas pela delação do diretor Cláudio Mello Filho, já confirmada em depoimento do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, que também vazou, Gilmar disse que "isso tem que ter consequência" e defendeu que o Supremo Tribunal Federal tome uma posição sobre a colaboração premiada: "Claro que ela trouxe benefícios, mas vai precisar ser ajustada. Tudo que leva a esse empoderamento leva a abusos". Será que o falante ministro só descobriu os abusos agora que as delações premiadas atingiram a cúpula do governo e as lideranças dos principais partidos políticos?"
O questionamento, em tom irônico, é do jornalista Ricardo Kotscho.
Ele lembra que "capas de revista e manchetes de jornais com ampla repercussão nos noticiários de rádio e televisão, os vazamentos de delações da Lava Jato começaram praticamente junto com a operação, em março de 2014". "Virou rotina", frisa. "Durante 33 meses, não passou uma semana sem que novos vazamentos bombásticos atingissem os partidos aliados do governo anterior, principalmente o PT", ressalta.
No entanto, com a mudança do alvo - agora o presidente Michel Temer -, a reclamação é geral. "Na segunda-feira, o próprio presidente Michel Temer enviou requerimento ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em que chama de "ilegítima" a divulgação por meio de vazamento de investigações criminais e reclamou que a lentidão em procedimentos investigatórios perturba áreas sensíveis do governo".
Leia íntegra do artigo de Ricardo Kotscho aqui.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247