Kotscho: Fux e Bolsonaro são coadjuvantes desta tragédia nacional
Jornalista Ricardo Kotscho analisa o ministro Luiz Fux e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), personagens do novo capítulo da guerra que se instalou entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal com a anulação da votação das 10 medidas contra a corrupção; "Na verdade, trata-se de mais um embate entre a Lava Jato e o Congresso Nacional para saber quem manda mais, no embalo de um Judiciário midiático e de uma mídia justiceira, em que o Executivo vai definhando. Fux e Bolsonaro são meros coadjuvantes no espetáculo desta grande tragédia nacional que a cada dia ganha um novo capítulo"
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247 - O jornalista Ricardo Kotscho analisa nesta quinta-feira, 15, os personagens do novo capítulo da guerra que se instalou entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal com a anulação da votação das 10 medidas contra a corrupção: o ministro Luiz Fux e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).
"O ministro era lembrado apenas como dono de um vistoso topete e, antes disso, só tinha aparecido no noticiário com destaque ao fazer de sua jovem filha desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O deputado só é conhecido como filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ex-militar de extrema direita, que quer ser candidato a presidente da República. Numa canetada, a pedido de Bolsonaro, Fux mandou o Senado devolver à Câmara o pacote anticorrupção aprovado pelos deputados", diz Kotscho sobre o episódio.
O jornalista lembra que Luiz Fux afirmou em seu despacho que o projeto foi de iniciativa popular e não poderia ter sua autoria apropriada por deputados, que incluíram uma emenda sobre crimes de abuso de autoridade de juízes e promotores.
"No jogo de faz de conta em que se transformaram as relações entre os três poderes em Brasília, é preciso lembrar que nada tinha de iniciativa popular o projeto das 'Dez medidas contra a corrupção' criado pelo Ministério Público Federal e apresentado com o apoio de dois milhões de assinaturas recolhidas nas ruas. Quem comandou a coleta das assinaturas foi o próprio procurador Deltan Dallagnol que defendeu pessoalmente o projeto na Câmara. Quem iria se recusar a assinar um manifesto "contra a corrupção?" Poderia até ser preso...", analisa.
"Na verdade, trata-se de mais um embate entre a Lava Jato e o Congresso Nacional para saber quem manda mais, no embalo de um Judiciário midiático e de uma mídia justiceira, em que o Executivo vai definhando. Fux e Bolsonaro são meros coadjuvantes no espetáculo desta grande tragédia nacional que a cada dia ganha um novo capítulo", acrescenta.
Leia na íntegra o comentário no Balaio do Kotscho.
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