Kotscho: evento de Gilmar é pajelança pró-impeachment

'A pretexto de promover um seminário em parceria com a Universidade de Lisboa, o IDP do ministro Gilmar Mendes convidou alguns dos mais proeminentes líderes do movimento pró-impeachment para uma grande pajelança no exterior; entre eles, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves, o senador tucano José Serra e o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz; para eles, é como se o governo Dilma já tivesse data para acabar em breve, as negociações para a formação de um possível governo Temer seguem em ritmo acelerado e à luz do dia', afirma o colunista Ricardo Kotscho 

'A pretexto de promover um seminário em parceria com a Universidade de Lisboa, o IDP do ministro Gilmar Mendes convidou alguns dos mais proeminentes líderes do movimento pró-impeachment para uma grande pajelança no exterior; entre eles, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves, o senador tucano José Serra e o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz; para eles, é como se o governo Dilma já tivesse data para acabar em breve, as negociações para a formação de um possível governo Temer seguem em ritmo acelerado e à luz do dia', afirma o colunista Ricardo Kotscho 
'A pretexto de promover um seminário em parceria com a Universidade de Lisboa, o IDP do ministro Gilmar Mendes convidou alguns dos mais proeminentes líderes do movimento pró-impeachment para uma grande pajelança no exterior; entre eles, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves, o senador tucano José Serra e o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz; para eles, é como se o governo Dilma já tivesse data para acabar em breve, as negociações para a formação de um possível governo Temer seguem em ritmo acelerado e à luz do dia', afirma o colunista Ricardo Kotscho  (Foto: Roberta Namour)


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Do Balaio do Kotscho 

É dura a vida de quem corre atrás de notícias para ganhar a vida nestes tempos tempestuosos. Você cerca uma, e já vem outra mais gorda, entrando no galinheiro a ponta-pés, derrubando as anteriores.

Os principais atores político-jurídicos ou jurídico-políticos, todos eles midiáticos, nem fazem mais questão de disfarçar, deixaram de lado qualquer recato. É o vale tudo, o tudo ou nada, o matar ou morrer, e que se danem os escrúpulos. Entre tantas outras novidades explosivas da terça-feira, o fato que mais chamou mais me chamou a atenção é o que comento abaixo.

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A pretexto de promover um seminário em parceria com a Universidade de Lisboa, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) convidou alguns dos mais proeminentes líderes do movimento pró-impeachment para uma grande pajelança no exterior. Entre eles, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves, o senador tucano José Serra e o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz. Ficaram de fora da lista outros notáveis como FHC, Eduardo Cunha e Paulinho da Fôrça.

Detalhe: o sócio-fundador do IDP é o notório ministro Gilmar Mendes, líder da oposição no STF, que convidou também para o evento por ele comandado o ministro Dias Toffoli, seu parceiro de tribunal.

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O evento em Lisboa foi marcado para começar no próximo dia 29, terça-feira, mesmo dia da data marcada para o anunciado desembarque do PMDB da base aliada do governo. Como não tem mesmo nada de importante acontecendo no Brasil, o seminário se prolongará até o dia 31. No dia 30, no plenário do STF, está previsto o julgamento no mérito da liminar concedida por Gilmar Mendes proibindo o ex-presidente Lula de assumir a Casa Civil. No dia seguinte, a programação prevê palestras dos brasileiros.

Para eles, é como se o governo Dilma já tivesse data para acabar em breve. As negociações para a formação de um possível governo Temer seguem em ritmo acelerado e à luz do dia. Antes de seguir para o STF no dia da liminar, Gilmar Mendes foi fotografado num almoço com José Serra num badalado restaurante de Brasília.

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No final de semana, José Serra deu longa entrevista ao Estadão anunciando as linhas centrais do novo governo e quem deve integrá-lo. Derrotado duas vezes em eleições presidenciais, Serra já se apresentava como futuro primeiro-ministro, mas acabou desmentido e desautorizado por Temer, causando a primeira crise no gabinete que ainda não existe.

Michel Temer, que se recusou a encontrar Lula nos últimos dias, recebeu na terça-feira, em seu bunker montado em São Paulo, o principal líder da oposição, Aécio Neves. Menos afoito do que Serra, Aécio falou na saída da reunião: "Não fugiremos à nossa responsabilidade. Estaremos prontos para ajudar a construir uma agenda emergencial." Mais mineiro, impossível. Em Lisboa, todos eles terão mais tempo para conversar sobre o pós-Dilma sob os auspícios de Gilmar Mendes.

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Num duro discurso pronunciado pouco antes, no Palácio do Planalto, em que recebeu o apoio de juristas, advogados, promotores e defensores públicos contra o impeachment, Dilma acusou os adversários de golpistas, voltou a dizer que não vai renunciar de jeito nenhum, e lançou um repto: "Não importa se a arma do golpe é um fuzil, uma vingança ou a vontade política de alguns de chegar mais rápido ao poder (...) Sei que há uma ruptura institucional sendo forjada nos baixos porões da baixa política, que precisa ser combatida".

À noite, Gilmar sofreria sua primeira derrota na atual queda de braço com seus colegas na batalha do STF: o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato, que não foi convidado para ir a Lisboa, determinou que o juiz Sergio Moro encaminhe todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula de volta para o STF. Em sua liminar da semana passada, Gilmar tinha mandado tudo para Curitiba.

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Como eu também não fui convidado para esta caravana acadêmica que vai a Lisboa, só me resta desejar a todos boa viagem.

 

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