Kotscho: É o funcionalismo público quem manda no Brasil?
"Para aprovar o acordo de renegociação das dívidas dos Estados, que está na pauta de votações da Câmara nesta-terça-feira, o governo federal e sua base aliada tiveram que ceder às pressões dos servidores, que querem deixar seus benefícios e privilégios fora do limite de gastos proposto para os próximos dois anos", escreve o jornalista, ao destacar a mudança feita pelo ministério da Fazenda, de Henrique Meirelles, na proposta sobre o limite de gastos; o novo texto "permite que os governos estaduais façam cortes em outras áreas para manterestes privilégios de uma parte do funcionalismo", explica
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247 – O jornalista Ricardo Kotscho questiona, em texto publicado em seu blog nesta terça-feira 9, se é o funcionalismo público quem manda no Brasil. Isso porque o governo interino tem feito de tudo para manter – e até aumentar, como no caso dos reajustes salariais – as regalias dessa classe.
"Para aprovar o acordo de renegociação das dívidas dos Estados, que está na pauta de votações da Câmara nesta terça-feira, o governo federal e sua base aliada tiveram que ceder às pressões dos servidores, que querem deixar seus benefícios e privilégios fora do limite de gastos proposto para os próximos dois anos", diz Kotscho.
Ele lembra que, "pela proposta original do acordo firmado em junho, estas despesas deveriam ser enquadradas no limite de gastos, mas uma nova versão apresentada à Câmara pelo Ministério da Fazenda permite que os governos estaduais façam cortes em outras áreas para manter estes privilégios de uma parte do funcionalismo".
"Que outras áreas? Vão cortar mais da educação e da saúde, como já acontece no plano federal, para compensar os sucessivos pacotes de bondades concedidos à elite do funcionalismo público nestes quase três meses de governo interino?", questiona o colunista.
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