Kotscho: crise do PT revela falta de novos líderes e de rumos
"Ao não dar condições para a criação de novas lideranças e não atualizar seu programa, abandonando as suas bases históricas, o PT se vê agora diante de uma situação limite que é, ao mesmo tempo, causa e consequência do impasse em que vive", diz o jornalista Ricardo Kotscho; "Sempre é tempo para recomeçar, mas é preciso dar o primeiro passo para evitar um desmanche do partido e, mais do que isso, dos sonhos de toda uma geração de brasileiros"
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Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho
Desde a sua criação, 36 anos atrás, o PT conviveu com crises e rachas, antes e depois de chegar ao poder central.
A atual crise, a maior de todas, daquele que já foi o maior partido de esquerda da América Latina, revela que seus dirigentes podem ser muito bons em fazer diagnósticos, mas não sabem o que prescrever ao doente para voltar a ter uma vida normal e ir à luta.
Até agora, após a atordoante derrota nas eleições municipais, muito maior até do que os seus adversários esperavam, ninguém foi capaz de apresentar uma ideia nova, uma proposta, um projeto qualquer, não só para o partido, mas para o país.
(...)
Ao não dar condições para a criação de novas lideranças e não atualizar seu programa, abandonando as suas bases históricas, o PT se vê agora diante de uma situação limite que é, ao mesmo tempo, causa e consequência do impasse em que vive.
Sempre é tempo para recomeçar, mas é preciso dar o primeiro passo para evitar um desmanche do partido e, mais do que isso, dos sonhos de toda uma geração de brasileiros.
Leia a íntegra no Balaio do Kotscho
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