Kennedy: autoritário e desmedido, Bolsonaro não pode usar PF como polícia política
"Uma investigação tem de obedecer aos requisitos legais e não à vontade do presidente da República de plantão. Tampouco de um ministro da Justiça. Moro precisa explicar isso ao chefe. Convém lembrar que a PF é política de Estado, não de governo", aponta o jornalista Kennedy Alencar
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247 - "O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sergio Moro, não podem acionar a PF como se ela fosse uma polícia política. É assim que o presidente quer usar a Polícia Federal quando diz estar conversando com o ministro da Justiça sobre tomar um depoimento do porteiro do seu condomínio no Rio de Janeiro", aponta o jornalista Kennedy Alencar em seu blog no IG.
"Uma investigação tem de obedecer aos requisitos legais e não à vontade do presidente da República de plantão. Tampouco de um ministro da Justiça. Moro precisa explicar isso ao chefe. Convém lembrar que a PF é política de Estado, não de governo".
"A reportagem de ontem do “Jornal Nacional” foi jornalisticamente impecável. Deu o furo: no dia do crime, um acusado de matar Marielle Franco (Élcio Queiroz) entrou no condomínio para encontrar outro acusado (Ronnie Lessa) dizendo que iria à casa de Bolsonaro".
"Teve o cuidado de deixar claro que informações do dia apontavam presença de Bolsonaro em Brasília, expondo eventual contradição do depoimento do porteiro".
"A reação de Bolsonaro na live de ontem foi autoritária e desmedida, um misto de seu despreparo para a função e da estratégia de criar conflitos para enfrentar problemas. Ameaçar um veículo de imprensa é crime de responsabilidade. Comportou-se como um ditador ao insinuar que não poderia renovar a concessão da TV Globo. O presidente deve, sim, explicações ao país".
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