Kennedy: versão de Cunha é confissão de culpa

Para o jornalista Kennedy Alencar, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), admitiu sua culpa ao afirmar que era apenas usufrutuário - gozo de uma coisa sem a posse dela - de contas secretas na Suíça; "Politicamente, é um desastre, porque se trata de uma confissão de culpa", afirmou Kennedy; "Se o Conselho de Ética aceitar a justificativa como razoável e não recomendar ao plenário da Câmara a cassação de mandato, poderá fechar as portas", completou; para o jornalista, admitir como razoável a defesa do presidente da Câmara demanda, do ponto de vista político, "uma elasticidade ética muito grande"

Para o jornalista Kennedy Alencar, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), admitiu sua culpa ao afirmar que era apenas usufrutuário - gozo de uma coisa sem a posse dela - de contas secretas na Suíça; "Politicamente, é um desastre, porque se trata de uma confissão de culpa", afirmou Kennedy; "Se o Conselho de Ética aceitar a justificativa como razoável e não recomendar ao plenário da Câmara a cassação de mandato, poderá fechar as portas", completou; para o jornalista, admitir como razoável a defesa do presidente da Câmara demanda, do ponto de vista político, "uma elasticidade ética muito grande"
Para o jornalista Kennedy Alencar, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), admitiu sua culpa ao afirmar que era apenas usufrutuário - gozo de uma coisa sem a posse dela - de contas secretas na Suíça; "Politicamente, é um desastre, porque se trata de uma confissão de culpa", afirmou Kennedy; "Se o Conselho de Ética aceitar a justificativa como razoável e não recomendar ao plenário da Câmara a cassação de mandato, poderá fechar as portas", completou; para o jornalista, admitir como razoável a defesa do presidente da Câmara demanda, do ponto de vista político, "uma elasticidade ética muito grande" (Foto: Aquiles Lins)


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247 - O jornalista Kennedy Alencar fez duras críticas nesta segunda-feira, 9, à versão divulgada pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), para justificar a existência de contas secretas na Suíça. Cunha disse que não tinha contas na Suíça, era apenas usufrutuário delas.

"Politicamente, é um desastre, porque se trata de uma confissão de culpa. Se o Conselho de Ética aceitar a justificativa como razoável e não recomendar ao plenário da Câmara a cassação de mandato, poderá fechar as portas", disparou o colunista.

Kennedy mostra que usufrutuário é "quem tem o gozo de uma coisa sem a posse dela". Assim, o usufruto é uma figura comum para que alguém deixe o bem em nome de outra pessoa, mas mantenha todos os direitos de uso. "Admitir, portanto, como razoável a defesa do presidente da Câmara demanda, do ponto de vista político, uma elasticidade ética muito grande. Eduardo Cunha disse à CPI da Petrobras que não tinha contas no exterior. Afirma que falou a verdade porque possui o usufruto desses ativos", afirmou. 

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O jornalista também criticou a demora do Congresso em aprovar o projeto de lei que legaliza recursos no exterior mediante pagamento de multa e tributos. "A proposta original do governo era boa, limitando as possibilidades de perdão tributário e jurídico. O relator do projeto, o deputado federal Manoel Jr. (PMDB-PB), piorou a proposta, deixando brechas para que supostos criminosos legalizem seus recursos no exterior", afirmou.

"Resumo da ópera: temos uma classe política que não age de acordo com as necessidades do Brasil", lamentou. 

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Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar. 

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