Kennedy: ruptura tucana é pressão pró-impeachment
Para o jornalista Kennedy Alencar, o anúncio de rompimento do PSDB com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), vale muito pouco, sem uma atitude concreta do partido; Kennedy lembra que os tucanos, liderados por Carlos Sampaio, já divulgaram nota criticando Cunha, mas mantiveram contatos com ele, na esperança de o peemedebista tocar o pedido de impeachment; "Qualquer gesto que não resulte em obstrução e no compromisso de votos pela cassação de Cunha deve ser entendido como mais uma forma de pressão para o peemedebista aderir ao impeachment de Dilma", afirmou
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247 - O jornalista Kennedy Alencar vê com reserva o anúncio feito por deputados do PSDB nessa terça-feria, 10, de que o partido irá romper com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"O anúncio de rompimento da bancada do PSDB com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ser visto com cautela. No mês passado, o PSDB divulgou nota pedindo o afastamento de Eduardo Cunha, mas manteve conversas de bastidor com ele para tentar detonar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff", afirma.
Segundo Kennedy, sem uma ação concreta contra Cunha, o anúncio por si só vale muito pouco. "Hoje, a bancada do PSDB tem uma oportunidade de mostrar que fala sério ao anunciar rompimento. Pode entrar em obstrução e não aceitar votar nada na Câmara enquanto Cunha for o presidente da Casa. Pode fazer uma articulação com o DEM e também com a Rede e o PSOL, dois partidos que já estão na linha de frente contra Cunha. Uma frente de partidos diria que não aceita mais a condução que o peemedebista dá à Câmara. O PSDB também pode anunciar desde já que seus membros no Conselho de Ética votarão contra Cunha e que a bancada seguirá o mesmo procedimento em plenário", afirma.
Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar.
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