Kennedy: populistas, Trump e Bolsonaro oscilam entre cálculo e improviso

"A aparente moderação do pronunciamento do presidente Donald Trump deve ser relativizada. O populismo de direita que vigora em boa parte do planeta é imprevisível", escreve o jornalista Kennedy Alencar

(Foto: Divulgação | PR)


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247 - O jornalista Kennedy Alencar, em sua coluna no Portal IG, afirma que "a aparente moderação do pronunciamento do presidente Donald Trump deve ser relativizada. O populismo de direita que vigora em boa parte do planeta é imprevisível"

Trump é o presidente capaz de mandar matar o número 2 do regime persa e dias depois sugerir a retomada de um acordo nuclear que ele mesmo dinamitou, acrescentando o desejo de cooperar com o Irã no combate ao Estado Islâmico.

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Ou seja, cabe tudo no discurso feito hoje pelo presidente americano: conciliação e ameaça, cálculo e improviso.

O mesmo raciocínio vale para descrever o comportamento do “estadista” Jair Bolsonaro. O presidente brasileiro se submete incondicionalmente a Trump num dia, fala em manter o comércio com o Irã no outro e no seguinte estrela cena constrangedora ao aparecer numa live na frente de uma TV como macaco de auditório do pronunciamento do americano.

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Bolsonaro insiste no erro que ele e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, cometeram ao apoiar o assassinato do general Qassem Soleimani, o mais respeitado chefe militar do Irã. A posição brasileira contraria os interesses do país, pode prejudicar o agronegócio exportador e atrair risco de segurança para o território nacional. Ignorância geopolítica tem limite. Ou deveria ter. Mas, na gestão Bolsonaro, ela parece infinita.

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