Kennedy: pedido de Barbosa é um exagero

Segundo o colunista Kennedy Alencar, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, tem agido corretamente ao não tentar controlar a Polícia Federal. "Receber advogados de uma empreiteira não é crime. Um ministro da Justiça tem de estar informado sobre o que acontece na sua área"; "Nesse sentido, é um exagero o pedido de demissão de Cardozo feito numa rede social pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa"

Segundo o colunista Kennedy Alencar, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, tem agido corretamente ao não tentar controlar a Polícia Federal. "Receber advogados de uma empreiteira não é crime. Um ministro da Justiça tem de estar informado sobre o que acontece na sua área"; "Nesse sentido, é um exagero o pedido de demissão de Cardozo feito numa rede social pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa"
Segundo o colunista Kennedy Alencar, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, tem agido corretamente ao não tentar controlar a Polícia Federal. "Receber advogados de uma empreiteira não é crime. Um ministro da Justiça tem de estar informado sobre o que acontece na sua área"; "Nesse sentido, é um exagero o pedido de demissão de Cardozo feito numa rede social pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa" (Foto: Roberta Namour)


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247 – Para o colunista Kennedy Alencar, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, acertou ao se reunir com advogados da Lava Jato. Segundo ele, o pedido de demissão do ministro feito por Joaquim Barbosa é um exagero. Leia:

Cardozo acerta ao lidar com advogados da Lava Jato

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acertou ao se reunir com advogados das empresas acusadas na Operação Lava Jato. É uma attitude correta e que deve ser feita com transparência.

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Nesse sentido, é um exagero o pedido de demissão de Cardozo feito numa rede social pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Numa democracia, Barbosa tem o direito de emitir a sua opinião, mesmo que ela seja exagerada.

Barbosa comentou reportagens que mostraram que Cardozo recebeu advogados das empresas acusadas na Operação Lava Jato. Exemplo: representantes da Odebrecht

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É tarefa de um ministro da Justiça receber advogados, ainda mais de uma grande empresa citada na operação Lava Jato. Cardozo chefia a Polícia Federal, órgão do Ministério da Justiça e que faz parte da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Até hoje, Cardozo tem recebido mais críticas do PT e de colegas do governo por dar liberdade à Polícia Federal do que por uma eventual intromissão na investigação.

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O ministro tem agido corretamente ao não tentar controlar a Polícia Federal. Receber advogados de uma empreiteira não é crime. Um ministro da Justiça tem de estar informado sobre o que acontece na sua área. O fundamental é dar transparência a esses encontros. Deixar claro na agenda oficial que recebeu tais pessoas, para evitar suspeitas e teorias da conspiração.

É legítimo o governo se preocupar com os efeitos econômicos da Lava Jato. Na semana passada, funcionários de uma obra interrompida pela Petrobras fecharam a ponte Rio-Niterói. Uma grande empreiteira demitiu boa parte de seu pessoal de escritório. As empresas devem responder por seus erros, com as multas e a responsabilidade penal devidas.

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Mas a simples destruição das companhias não interessa ao país. É preciso ter uma visão equilibrada dos fatos e de suas consequências.

Desmantelar um setor da economia vai resultar em desemprego desnecessário.

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Qualquer intervenção indevida tentada pelo governo se tornaria pública rapidamente. Não duraria o segredo de um eventual acordão por baixo dos panos. O escândalo é grave demais para ser tratado na sombra.

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O correto é o governo tratar com transparência a sua preocupação com os efeitos econômicos da Lava Jato e com a sobrevivência das empresas. Um acordo teria de envolver o Executivo, a Justiça, o Ministério Público e o TCU (Tribunal de Contas).

Sobre a versão de que Cardozo teria dito que depois do Carnaval poderia haver uma guinada na Lava Jato, isso se deve à expectativa em relação à manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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A presidente Dilma Rousseff tem a esperança de que Janot, ao eventualmente acusar uma fornada de políticos, divida os desgastes da Lava Jato. Janot também fará o primeiro grande filtro do trabalho do juiz Sergio Moro.

Ao longo da Lava Jato, houve vazamentos e divulgação oficial de alguns depoimentos. Temos uma visão parcial dos fatos. Com Janot, saberemos quais políticos com foro privilegiado poderão responder a inquérito ou processo no Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores, há rumores de que nomes de peso da oposição também estariam na lista de Janot. O escândalo não feriria apenas partidos governistas. Será preciso aguardar o fim da Carnaval para matar a curiosidade.

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