Kennedy: na PGR, Dodge deve fazer 'auditoria' nas ações de Janot
Jornalista Kennedy Alencar avaliou nesta quarta-feira, 9, como pouco provável que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido de suspensão feito pela defesa de Michel Temer contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; segundo Kennedy, Temer aposta na sucessora de Janot, Raquel Dodge, para uma revisão nas investigações da Lava Jato; "Ao questionar duramente Janot, a defesa de Temer espera que a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, faça uma revisão das investigações em relação ao presidente", diz Kennedy; "No poder, é bastante provável que Raquel Dogde faça uma espécie de auditoria informal das ações do grupo de Janot na Procuradoria Geral da República. Temer e Dogde se reuniram ontem à noite no Palácio do Jaburu", diz o colunista
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247 - O jornalista Kennedy Alencar avaliou nesta quarta-feira, 9, como pouco provável que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido de suspensão feito pela defesa de Michel Temer contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo Kennedy, Temer aposta na sucessora de Janot, Raquel Dodge, para uma revisão nas investigações da Lava Jato. Leia um trecho da análise:
"A defesa de Temer sabe que o STF não deverá acatar o pedido, mas a solicitação cria um ambiente político mais favorável a Temer na Câmara, na qual um sentimento corporativo de autopreservação influenciou a vitória do presidente na semana passada, barrando a autorização para que o Supremo Tribunal Federal analisasse a denúncia por corrupção passiva apresentada por Janot.
O pedido fortalece a narrativa da defesa de Temer de que Janot persegue o presidente e de que aceitar novas denúncias do procurador-geral da República daria mais poder ao Ministério Público. Ou seja, reforça o argumento do governo de que deputados poderiam sofrer do Ministério Público o mesmo tipo de abusos que os advogados de Temer alegam ocorrer em relação ao presidente.
Por último, ao questionar duramente Janot, a defesa de Temer espera que a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, faça uma revisão das investigações em relação ao presidente. Janot tem feito críticas ao estilo de Raquel Dodge, que o sucederá na chefia do Ministério Público Federal a partir de meados de setembro.
No poder, é bastante provável que Raquel Dogde faça uma espécie de auditoria informal das ações do grupo de Janot na Procuradoria Geral da República. Temer e Dogde se reuniram ontem à noite no Palácio do Jaburu."
Leia o texto na íntegra no Blog do Kennedy.
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