Kennedy: governo Temer quer controlar o Ministério Público
Colunista Kennedy Alencar criticou nesta segunda-feira, 16, a declaração do ministro da Justiça, Alexandre de Morais, que sinalizou a possibilidade de retrocesso na indicação do procurador-geral da República, não indicando mais o mais votado na lista tríplice da categoria; Kennedy lembra que esta medida "acabou com a figura do engavetador-geral da República que existia no governo FHC"; "Foi uma boa decisão dos governos petistas. Mudar isso evidencia tentativa de controlar o Ministério Público. Mais: é decisão do presidente e não do ministro da Justiça. Alexandre de Moraes falou demais", criticou; segundo ele, o déficit nas contas públicas deste ano, estimado em entre R$ 134 bilhões e R$ 136 bilhões torna "praticamente inevitável" o aumento de impostos
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247 - O colunista Kennedy Alencar criticou nesta segunda-feira, 16, as primeiras declarações de ministros do governo interino de Michel Temer. Entre eles o da Justiça, Alexandre de Morais, que sinalizou a possibilidade de retrocesso na indicação do procurador-geral da República, não indicando mais o mais votado na lista tríplice da categoria.
Kennedy lembra que esta medida "acabou com a figura do engavetador-geral da República que existia no governo FHC". "Foi uma boa decisão dos governos petistas. Mudar isso evidencia tentativa de controlar o Ministério Público. Mais: é decisão do presidente e não do ministro da Justiça. Alexandre de Moraes falou demais", criticou.
O colunista da rádio CBN também criticou a declaração do ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre o efeito placebo, "na pior das hipóteses", da pílula do câncer. "Não é papel de ministro da Saúde defender que pílula possa ser placebo. Isso é coisa de cientistas. E pega mal um ministro da Saúde tratar um assunto tão sério dizendo que a fé remove montanhas. Atitude positiva num tratamento de saúde é importante. Bobagem ministerial não é", afirmou.
CPMF
Para Kannedy Alencar, o déficit nas contas públicas deste ano, estimado em entre R$ 134 bilhões e R$ 136 bilhões torna "praticamente inevitável" o aumento de impostos. "O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defende a recriação da CPMF. Sem isso, será difícil fazer superavit primário até 2018 e sinalizar para os investidores que a dívida pública voltará a cair no médio prazo", afirmou.
Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar.
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