Kennedy: cenário para PMDB e PSDB será de dificuldade crescente
"Vazamentos recentes contra os senadores José Serra e Aécio Neves mostram que os tucanos, que acusaram a chapa Dilma-Temer de ter abusado do poder econômico, teriam recorrido ao mesmo mecanismo em suas carreiras políticas. Logo, o cenário para o PMDB e o PSDB, os dois principais partidos de apoio ao governo, tende a ser de dificuldade crescente", diz o colunista Kennedy Alencar sobre a situação dos dois principais partidos responsáveis pelo golpe parlamentar de 2016
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247 - O colunista político Kennedy Alencar afirmou nesta segunda-feira, 3, que a situação do PMDB e do PSDB, os dois principais partidos que se aliaram para perpetrar um golpe parlamentar e alçar Michel Temer ao poder, só tende a se agravar.
Em meio ao julgamento de cassação do mandato de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, que começa nesta terça-feira, 4, Kennedy diz lembra que os primeiros vazamentos de delações da Odebrecht mostram que os líderes principais da duas legendas serão atingidos em cheio.
"Há mais complicadores para o governo: ainda não vieram a público as delações da Odebrecht, mas vazamentos recentes contra os senadores José Serra e Aécio Neves mostram que os tucanos, que acusaram a chapa Dilma-Temer de ter abusado do poder econômico, teriam recorrido ao mesmo mecanismo em suas carreiras políticas. Logo, o cenário para o PMDB e o PSDB, os dois principais partidos de apoio ao governo, tende a ser de dificuldade crescente", diz Kennedy.
Para o jornalista, julgamento do TSE trará mais "instabilidade política" para o governo, o que poderá enfraquecer a aprovação no Congresso a reforma da Previdência. "O julgamento tende mesmo a se estender, porque é possível que haja um pedido de vista de um ministros do TSE. Mas, salvo uma surpresa, isso deverá acontecer somente depois de o relator Herman Benjamin proferir o voto dele, que tende a ser a favor da cassação da chapa. O Ministério Público Federal também deverá se pronunciar pela condenação", diz Kennedy.
"O presidente tem as suas armas. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, é um aliado dele. O governo possui maioria no Congresso. Mas o início do julgamento com um voto duro do relator Herman Benjamin provavelmente enfraquecerá Temer e exigirá mais concessões do governo para aprovar a reforma da Previdência", afirmou.
Leia na íntegra o artigo de Kennedy Alencar.
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