Kennedy: 'Aécio deve mais explicações'
Sobre a nova revelação do lobista Fernando Moura, de que o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, foi destinatário de "um terço" da propina arrecadada em Furnas, o colunista Kennedy Alencar lembra que não é primeira vez que o nome de Aécio aparece na Lava Jato e disse que é "frágil" o argumento de que o PT tenta envolver o PSDB nas investigações; "Se tivessem algum poder sobre a Operação Lava Jato, os petistas não estariam na situação atual de extrema dificuldade, alguns presos em Curitiba"; "Do mesmo jeito que são cobradas explicações de Lula, também devem ser cobradas de Aécio", afirmou
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247 - O colunista Kennedy Alencar cobrou nesta quinta-feira, 4, que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) ofereça mais explicações sobre seu envolvimento nas investigações da Operação Lava Jato.
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o lobista Fernando Moura afirmou que ouviu em 2002 do então futuro ministro José Dirceu que Aécio havia pedido ao presidente eleito, Lula, para manter Dimas Toledo na diretoria de Furnas. Dimas Toledo teria dito, segundo Moura, que a propina arrecada em Furnas era "um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio".
"Não é a primeira vez que há uma menção a Aécio na Lava Jato. Até hoje, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não viu consistência para pedir uma investigação a respeito do senador. No entanto, como um dos principais líderes da oposição e crítico do PT, politicamente é necessário que Aécio trate do tema diretamente", afirma Kennedy.
O colunista lembra que Aécio manteve uma boa relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Isso gerou ciúme no PT e no PSDB. Esse bom relacionamento durou todo o governo Lula", afirmou.
"Em relação à Lava Jato, do mesmo jeito que são cobradas explicações de Lula, também devem ser cobradas de Aécio. O argumento de que o PT tenta envolver o PSDB na Lava Jato é frágil. Se tivessem algum poder sobre a Operação Lava Jato, os petistas não estariam na situação atual de extrema dificuldade, alguns presos em Curitiba", afirmou.
Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar.
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