Justiça Eleitoral tira novamente processo de Beto Richa das mãos de Moro
Numa 'dança' de processos constrangedora para o poder judiciário brasileiro, o desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado aceitou o pedido da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e retirou de Sergio Moro o inquérito do tucano mais uma vez, encaminhando-o novamente à Justiça Eleitoral; Wowk ignorou posição do STJ, que havia determinado Sérgio Moro como responsável pela processo contra Richa; Camila Witchmichen Penteado, filha do desembargador e filiada ao PSDB, teve cargo comissionado no governo Richa, com salário de R$ 7 mil
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247 - Numa 'dança' de processos constrangedora para o Poder Judiciário brasileiro, o desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado aceitou o pedido da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e retirou de Sergio Moro o inquérito do tucano mais uma vez, encaminhando-o à Justiça Eleitoral novamente uma vez. Wowk ignorou posição do STJ, que havia determinado Sérgio Moro como responsável pela processo contra Richa. Camila Witchmichen Penteado, filha do desembargador e filiada ao PSDB, teve cargo comissionado no governo Richa, com salário de R$ 7 mil.
A filha do desembargador foi nomeada pelo próprio Richa, em novembro de 2017. Camila Witchmichen Penteado é filiada ao PSDB de Prudentópolis.
O novo entendimento é diferente do tomado na última quinta-feira, 26, em decisão liminar do ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou pedido de advogados de Richa para que a investigação fosse retirada de Moro. A liminar, que ainda precisa ser analisada pelo relator do caso no STJ, Og Fernandes, mantinha decisão anterior da juíza eleitoral Mayra Rocco Stainsack. O inquérito envolve supostos crimes na licitação para duplicação da PR-323, obra que nunca saiu do papel.
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