Josias: por Aécio, Cármen Lúcia ignorou Cármen Lúcia
Jornalista Josias de Souza lembra que, em 2006, a presidente do STF, Carmen Lúcia, indeferiu o pedido de liberdade de um deputado estadual de Rondônia acusado de corrupção e manteve o parlamentar preso; “Imunidade é prerrogativa que advém da natureza do cargo exercido. Quando o cargo não é exercido segundo os fins constitucionalmente definidos, aplicar-se cegamente a regra que a consagra não é observância da prerrogativa, é criação de privilégio”, disse; segundo Josias, ela "rasgou o voto memorável de 2006" ao desempatar o julgamento que transferiu para o Legislativo a decisão de afastar ou não parlamentares
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247 - O jornalista Josias de Souza lembra em seu blog que, em agosto de 2006, a atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, indeferiu o pedido de liberdade de um deputado estadual de Rondônia acusado de corrupção. Para mantê-lo preso, a ministra desconsiderou sua imunidade parlamentar.
“Imunidade é prerrogativa que advém da natureza do cargo exercido. Quando o cargo não é exercido segundo os fins constitucionalmente definidos, aplicar-se cegamente a regra que a consagra não é observância da prerrogativa, é criação de privilégio. E esse, sabe-se, é mais uma agressão aos princípios constitucionais, ênfase dada ao da igualdade de todos na lei”, disse ela.
Segundo Josias, "irreconhecível, esta ‘Cármen do B’ rasgou, por assim dizer, o voto memorável de 2006. Fez isso ao desempatar em 6 a 5 o julgamento que transferiu para o Legislativo a última palavra sobre sanções cautelares que impeçam deputados ou senadores investigados criminalmente de exercer o mandato. A nova Cármen Lúcia ignorou a antiga para beneficiar diretamente o tucano Aécio Neves, afastado do mandato de senador".
"A Cármen Lúcia antiga servira de inspiração para o colega Teori Zavascki que, antes de morrer num acidente aéreo, deu à luz o voto que resultou, no ano passado, no afastamento do então deputado federal Eduardo Cunha do mandato e da presidência da Câmara. Teori escorou parte do seu arrazoado nas posições da ex-Cármen. Foi seguido pela unanimidade dos ministros do Supremo", afirma.
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