Josias: Lava Jato comemora, mas Odebrecht devolve menos do que desviou

O acordo firmado pela Odebrecht e pela Braskem para devolver o equivalente a R$ 6,9 bilhões aos governos dos Estados Unidos, da Suíça e do Brasil "realmente merece celebração", sobretudo porque o Brasil vai ficar com a maior parte da grana: R$ 5,3 bilhões, escreve o jornalista; "Mas é preciso levar em conta o seguinte: a corrupção rendeu à construtora muito mais do que isso"

O acordo firmado pela Odebrecht e pela Braskem para devolver o equivalente a R$ 6,9 bilhões aos governos dos Estados Unidos, da Suíça e do Brasil "realmente merece celebração", sobretudo porque o Brasil vai ficar com a maior parte da grana: R$ 5,3 bilhões, escreve o jornalista; "Mas é preciso levar em conta o seguinte: a corrupção rendeu à construtora muito mais do que isso"
O acordo firmado pela Odebrecht e pela Braskem para devolver o equivalente a R$ 6,9 bilhões aos governos dos Estados Unidos, da Suíça e do Brasil "realmente merece celebração", sobretudo porque o Brasil vai ficar com a maior parte da grana: R$ 5,3 bilhões, escreve o jornalista; "Mas é preciso levar em conta o seguinte: a corrupção rendeu à construtora muito mais do que isso" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O acordo firmado pela Odebrecht e pela Braskem para devolver o equivalente a R$ 6,9 bilhões aos governos dos Estados Unidos, da Suíça e do Brasil "realmente merece celebração", sobretudo porque o Brasil vai ficar com a maior parte da grana: R$ 5,3 bilhões, afirma o jornalista Josias de Souza, do UOL, lembrando que o acordo "foi comemorado pelos procuradores da Lava Jato como um feito histórico".

"Mas é preciso levar em conta o seguinte: a corrupção rendeu à construtora muito mais do que isso", pondera. "A Folha noticiou dias atrás que apenas com duas medidas provisórias que um de seus ex-diretores confessou ter comprado no Congresso o grupo Odebrecht obteve benefícios de R$ 8,4 bilhões entre 2006 e 2015", ressalta.

"De todo modo não se deve diminuir a importância do que está acontecendo. Uma empresa corrupta devolvendo dinheiro roubado no Brasil é sempre motivo de festa", coloca Josias. "Mas a Odebrecht passa a usufruir imediatamente do direito de voltar a firmar contratos com o Estado. O que é motivo de festa também para a empresa", acrescenta.

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