Jornalista critica filme de Gentili, é perseguido por fãs e demitido da Folha

Jornalista Diego Bargas conta que, depois de uma crítica feita por ele ao filme de Danilo Gentili publicada na Folha de S.Paulo, o humorista incentivou seus seguidores a perseguirem o repórter, que se tornou vítima de um "banho de ódio" e passou a ser chamado de "militante do PT"; o filme "Como se tornar o pior aluno da escola" é escrito, produzido e atuado por Gentili; Bargas diz ainda que foi demitido da Folha depois do episódio; "A confusão com o Gentili me fez perder o emprego. A Folha de S.Paulo me demitiu"

Danilo gentili
Danilo gentili (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O jornalista Diego Bargas conta ter sido demitido da Folha de S.Paulo depois de ter virado alvo dos fãs de Danilo Gentili nas redes sociais por conta de uma crítica ao filme "Como se tornar o pior aluno da escola" - escrito, produzido e atuado pelo humorista.

Em postagens não públicas feitas em sua página no Facebook, o repórter conta ter entrevistado Gentili e feito "perguntas espinhosas" a ele. Ao final da entrevista, disse a Gentili que não havia gostado do filme. O apresentador teria respondido que usaria a crítica do jornalista a favor dele.

A Folha publicou a entrevista e a crítica de Bargas nesta sexta-feira 13: "Criada por Danilo Gentili, comédia juvenil ri de bullying e pedofilia". Danilo Gentili postou um print da página da reportagem e incentivou seus seguidores a irem atrás do repórter, que segundo ele, não teria feito uma matéria "isenta".

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Bargas relata ter sido vítima de um "banho de ódio", chamado de "militante do PT", cabaço, bichona, autista, otário, merda, lixo social, bixinha, viado, imbecil, militonto e acéfalo em dezenas de mensagens em sua caixa no Facebook.

Sobre a Folha, ele relata: "A confusão com o Gentili me fez perder o emprego. A Folha de S.Paulo me demitiu. Não posso entrar em detalhes sobre isso, mas é tudo muito nebuloso".

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Segundo crítica de Paulo Pacheco, no UOL, o longa de Gentili "ensina dois estudantes de 14 anos a deixarem de ser "cabaços" (palavra repetida 27 vezes no longa). Eles bebem cerveja (o público não sabe que é guaraná), fumam, fazem bullying e objetificam mulheres". Há também "uma cena de masturbação entre um homem e o protagonista de 14 anos".

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