Janio: não se espera mais nada do Supremo
O colunista Janio de Freitas fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal pela votação que deixou nas das Casas Legislativas a última palavra sobre o afastamento de parlamentares, medida que beneficiou diretamente o senador Aécio Neves (PSDB); "A 'última do Supremo' é a mais antidemocrática e intolerável de suas deliberações desde o fim da ditadura. Tanto por seus múltiplos sentidos, como pela maneira de construí-los até os consagrar por um voto", diz Janio; "Esperava-se da presidência de Cármen Lúcia o que ela não é. Com a sequência de espetáculos e decisões oferecidos nos últimos tempos, começa-se a nada esperar do Supremo. Quem espera sempre cansa"
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247 - O colunista Janio de Freitas fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal pela votação que deixou nas das Casas Legislativas a última palavra sobre o afastamento de parlamentares, medida que beneficiou diretamente o senador Aécio Neves (PSDB).
"A 'última do Supremo' é a mais antidemocrática e intolerável de suas deliberações desde o fim da ditadura. Tanto por seus múltiplos sentidos, como pela maneira de construí-los até os consagrar por um voto. A rigor, não um voto, mas uma confusão de sub-ideias e palavras titubeadas pela própria presidente do tribunal, no papel de política", diz o colunista da Folha de S. Paulo em artigo neste domingo, 15.
Janio questiona afinal de contas, esses processos ocuparão o Supremo para quê? "Nada. Ou nada mais do que fingimento, a encerrar-se, no máximo, com votos reduzidos a meros palpites, sem validade. Melhor farão os magistrados com o nosso dinheirinho, não o queimando com inutilidades e usando-o para os julgamentos e decisões, tão atrasados, a que ainda não se furtam", afirma.
"O nervoso e confuso desempenho de Cármen Lúcia fez um momento triste. Apesar disso, ou por isso, muito próprio para o que impôs. Hoje, centena e meia de deputados, mais 33 senadores, e amanhã nem se imagina quantos, estão e estarão protegidos pelas combinações políticas e interesses pessoais em comum. Só deixarão de escapar, por mais sobrecarregados de denúncias que estejam, quando entregá-los convier à salvação de outros", acrescenta o colunista.
"Esperava-se da presidência de Cármen Lúcia o que ela não é. Com a sequência de espetáculos e decisões oferecidos nos últimos tempos, começa-se a nada esperar do Supremo. Quem espera sempre cansa."
Leia na íntegra o texto de Janio de Freitas.
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