Janio ironiza pauta do STF, "maior atração até Copa"
Colunista da Folha de S. Paulo critica causas a serem tratadas pela Corte que devem monopolizar atenções este ano, como o financiamento de campanhas eleitorais, que “revela o imenso atraso da democracia”; a reposição das cadernetas de poupança, “porque estão esgotadas as possibilidades de manter o calote”; e o mensalão mineiro, que “em vez da Justiça no Estado de Direito, avança a prescrição sem julgamento”
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247 – O colunista da Folha de S. Paulo Janio de Freitas critica a lista das causas do STF que devem monopolizar as atenções do país até a Copa do Mundo.
O financiamento de campanhas eleitorais, para a possível proibição das doações de empresas, é uma delas. “Ainda ser necessário o julgamento de tal proposta só denota um nível de imoralidade eleitoral, política e partidária característico de imenso atraso da democracia”.
Outro julgamento decidirá se os bancos devem repor as perdas de cadernetas de poupança. “Um país onde poupadores, além de extorquidos, ainda esperam três décadas sem saber se terão sua poupança restituída, ou não, só julgará tal causa porque esgotadas as possibilidades de manter o calote, não por impulso proveniente de Estado de Direito mais consolidado”.
Quanto ao mensalão mineiro a ser julgado também, após quase 16 anos, diz que “em vez da Justiça no Estado de Direito, avança a prescrição sem julgamento”.
Janio cita também a permanência ou retirada de autorização obrigatória para biografias, dada pelo biografado ou por parentes. “A atual obrigatoriedade revela, de uma só vez, os níveis rasteiros da liberdade de expressão na democracia brasileira e do sistema legal mantido pelo Congresso e pela Justiça” (leia na íntegra).
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