Jamil Chade: humilhação e mentira reabrem pressão interna sobre regime iraniano

De acordo com o jornalista Jamil Chade, "um governo que enfrenta o colapso da economia agora será confrontado pela descrença de uma população vítima tanto da repressão do regime como dos impactos das sanções americanas"

(Foto: Dir.: Reuters)


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247 - O jornalista Jamil Chade, especializado em coberturas internacionais, afirma que "o reconhecimento de que um erro causou a morte de mais de 170 inocentes abala de forma dramática o regime de Teerã que, nos últimos dias, tentou criar no país um sentimento de união nacional desde a morte de Qasem Soleimani".

"O ataque contra o general havia aberto uma brecha rara para o governo colocar de lado as inúmeras dificuldades financeiras que atravessa e os sinais de esgotamento de uma população que começava a tomar a iniciativa de se rebelar", continua ele em texto publicado no Uol.

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"Quando os ataques iranianos ocorreram nas bases americanas no Iraque, uma vez mais a propaganda falou mais alto. Teerã, num primeiro momento, chegou a afirmar que 80 'terroristas' tinham sido mortos. Os governos do Iraque e dos EUA tinham outra versão: ninguém morreu", acrescenta.

De acordo com o jornalista, "nas redes sociais, iranianos não hesitaram em atacar o governo, alertando que se o míssil não foi intencional, o mesmo não poderia ser dito sobre a mentira mantida por dias sobre a responsabilidade das autoridades".

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"O reconhecimento da morte de iranianos por parte do governo pode mobilizar forças para que protestos voltem a ser organizados nos próximos. Mas, assim como ocorreu há poucos meses com a morte de centenas de manifestantes e a prisão de outros tantos, o temor é de que esse movimento seja respondido com violência", diz.

"Um governo que enfrenta o colapso da economia agora será confrontado pela descrença de uma população vítima tanto da repressão do regime como dos impactos das sanções americanas".

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