‘Imprensa finge não ter notado parecer do MP’
Jornalista Bob Fernandes comenta que após decisão do Ministério Público de que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crime "não se noticia [o fato], não se tem manchetes e 'análises', nem mesmo para 'ouvir o outro lado'. Nem na noite do fato, nem no dia seguinte"; para ele, "imaginam também que ninguém tá vendo esse espetáculo de cinismo e hipocrisia"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – A imprensa finge não ter notado o parecer do procurador do Ministério Público Federal Ivan Cláudio Marx que, nesta quinta-feira 14, mandou arquivar denúncia contra a presidente Dilma Rousseff relacionada às chamadas "pedaladas fiscais", aponta o jornalista Bob Fernandes.
O procurador concluiu que a prática contábil, principal sustentação do pedido de impeachment da presidente, não é um crime. Ele também mandou arquivar outros casos de pedaladas fiscais não relacionados ao processo de impeachment.
"Não se noticia, não se tem manchetes e 'análises', nem mesmo para 'ouvir o outro lado'. Nem na noite do fato, nem no dia seguinte", comenta o jornalista. Para ele, "imaginam também que ninguém tá vendo esse espetáculo de cinismo e hipocrisia".
Leia abaixo seu texto publicado no Facebook:
O Ministério Público Federal pede o arquivamento do processo criminal que investigava as tais "pedaladas fiscais", o motivo para o impeachment de Dilma Roussef, e não se noticia, não se tem manchetes e "análises", nem mesmo para "ouvir o outro lado". Nem na noite do fato, nem no dia seguinte.
Não dá pra dizer "incrível" porque não é incrível. É assim mesmo que funciona. Enquanto isso se faz de conta não ter notado, que o fato não existe, que isso não importa. Se alguém notar, imaginam que basta sacar carimbo e rótulo. Imaginam também que ninguém tá vendo esse espetáculo de cinismo e hipocrisia.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247