Ilimar: aliados preferem liderança do PMDB

Segundo o colunista Ilimar Franco, resultado das eleições no Congresso demonstra que os partidos aliados preferem claramente a liderança do partido do vice Michel Temer ao PT; ele diz que os peemedebistas não podem mais ser subestimados ou tratados a pão e água pelo governo

Segundo o colunista Ilimar Franco, resultado das eleições no Congresso demonstra que os partidos aliados preferem claramente a liderança do partido do vice Michel Temer ao PT; ele diz que os peemedebistas não podem mais ser subestimados ou tratados a pão e água pelo governo
Segundo o colunista Ilimar Franco, resultado das eleições no Congresso demonstra que os partidos aliados preferem claramente a liderança do partido do vice Michel Temer ao PT; ele diz que os peemedebistas não podem mais ser subestimados ou tratados a pão e água pelo governo (Foto: Roberta Namour)


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247 – Para o colunista Ilimar Franco, após as eleições no Congresso, o PMDB provou quem “tem a força”. Segundo ele, o governo terá de assimilar os fatos. Leia:

PMDB, o partido que tem a força

O principal partido de sustentação política da presidente Dilma é o PMDB. O parceiro do PT no governo, elegeu os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) saíram pessoalmente derrotados, em virtude do empenho que fizeram para derrotar Cunha. 

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O ministro Pepe Vargas, articulador político do Planalto, sai desautorizado politicamente. Ele lutou bravamente para eleger o derrotado. Mas seu esforço não foi reconhecido pela maioria da base aliada. E, por causa de sua atuação, terá dificuldades de diálogo com o presidente da Câmara. Os partidos aliados já estão questionando a credibilidade do ministro e pregando sua substituição.

O PMDB impôs uma derrota na oposição no Senado. Renan obteve uma vitória confortável e foi reeleito com 49 votos. Seu adversário, Luiz Henrique, fez 31 votos, o equivalente ao petista Tião Viana (32) na eleição de 2009 contra José Sarney.

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Os peemedebistas também impuseram uma contundente derrota à presidente Dilma, que liberou seu articulador político para fazer campanha. A fatura foi liquidada no primeiro turno. Cunha recebeu 267 votos, Arlindo Chinaglia 136, Júlio Delgado 100 e Chico Alencar 8. O resultado mostra, reescrevendo o ministro Pepe Vargas, que um governo pode muito, mas não pode tudo.

Os partidos aliados do governo demonstraram claramente que preferem a liderança do partido do vice Michel Temer ao PT. As dificuldades que a presidente Dilma e seu governo vão enfrentar daqui para a frente, vai depender da capacidade dos petistas assimilarem os fatos. Um deles é o de que quem comanda a base aliada na Câmara é o PMDB. O outro é que pelo poder concreto que tem no Congresso, os peemedebistas não podem ser subestimados ou tratados a pão e água.

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O PMDB continuará sub representado no governo e no Ministério? Mas sempre será possível (e não seria a primeira vez) ignorar esta realidade.

Mas o PT não foi o único derrotado ao escolher como sua estratégia enfrentar o seu principal aliado. O PSDB também saiu derrotado. O presidente do PSDB, Aécio Neves, também está entre os que perderam. O tucano meteu a cara imaginando que o desempenho de Delgado levaria o pleito para o segundo turno. O socialista Júlio Delgado fez 100 votos, menos do que os 165 votos no pleito de 2013.

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