Hildegard Angel: na resistência, mulheres têm cumprido seu papel em toda a América do Sul
Jornalista debateu a resistência política das mulheres no Brasil durante o 7º Encontro de Assinantes do 247, em Niterói, onde também contou um pouco do pensamento da elite burguesa brasileira, com base em sua vivência como colunista social. “A elite é aquela que vê em todo empregado doméstico um potencial ladrão que vai lhe levar as coisas da gaveta”, resumiu. Assista
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247 - A jornalista e famosa colunista social Hildegard Angel participou do 7º Encontro de Assinantes do 247, em Niterói, no dia 26 de outubro, e discutiu sobre a resistência política feminina no Brasil e na América do Sul. Ela ainda falou sobre a burguesia do país, classe que conheceu muito bem por ter frequentado por anos ambientes da elite.
Hildegard disse que as mulheres hoje cumprem o papel de resistência política e saudou a luta feminina das chilenas e equatorianas. “Eu cresci em uma casa na qual eu ouvia mamãe dizer, e era uma frase muito popular na época, que ela era ‘o homem da casa’. Hoje, os homens da casa, as mulheres, são os homens e mulheres da resistência, elas não ficam em casa quando se trata de proteger a próxima geração de seus filhos, a geração que será de seus netos. Elas partem para o embate, e isso nós temos visto no Brasil massivamente, nas manifestações, nos movimentos sociais, nas campanhas políticas e, mais recentemente, nas manifestações de rua. A mulher tem feito um grande papel, como está cumprindo no Chile, Equador e em toda a América do Sul”, relatou a filha da estilista Zuzu Angel e irmã do militante Stuart Angel, mortos pelo regime militar no Brasil.
Sobre a elite brasileira, a colunista social disse que a classe “vive no eterno medo de perder o que ela conquistou e também na eterna ambição de conquistar mais”. Ela falou também que a burguesia vê todo pobre como potencial inimigo. “A elite vê quem tem menos do que ela como inimigo em potencial, ou inimigos mesmo. Elas morrem de medo de que seja feito o que está sendo feito agora, uma organização das comunidades, das favelas, porque sua cabeça eles irão roubar seus bens e privilégios. Bem, eles não virão roubar, eles virão tomar o que é deles. A elite é aquela que vê em todo empregado doméstico um potencial ladrão que vai lhe levar as coisas da gaveta, não há como negar isso, é o que é”.
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