Helena Chagas: tentativa de aprovar reforma é conversa pra boi dormir

A jornalista Helena Chagas escreveu seu site que a tentativa do governo de Michel Temer de aprovar a reforma da Previdência é mais uma conversa para "o mercado dormir"; "O mercado acreditou na conversa de que, agora, seria possível votar a reforma. Ou pelo  menos fingiu acreditar. A mídia, favorável à reforma, entrou na alucinação coletiva dos  governistas – até porque não quer ser responsabilizada por qualquer fracasso. Mas todo mundo sabe que não há, e nem haverá, 308 votos de deputados favoráveis a uma reforma da Previdência", diz Helena

Presidente Temer conversa com Maia no Palácio do Planalto 26/10/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Temer conversa com Maia no Palácio do Planalto 26/10/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: José Barbacena)


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247 - A jornalista Helena Chagas escreveu seu site que a tentativa do governo de Michel Temer de aprovar a reforma da Previdência é mais uma conversa para "o mercado dormir". "Mas todo mundo sabe que não há, e nem haverá, 308 votos de deputados favoráveis a uma reforma da Previdência. No máximo, vai dar para sair um remendo instituindo a idade mínima e algumas restrições à aposentadoria dos servidores", diz ela.

Helena afirma que qualquer texto que for aprovado vai ganhar o nome de reforma. "Mas o governo precisa tanto, mas tanto disso para ter discurso de sobrevivência que, no limite, dará o nome de reforma da Previdência a qualquer coisa que sair dali, mesmo que não represente nem um décimo da economia que trazida pela PEC original. Assim é, se lhe parece".

"O mercado acreditou na conversa de que, agora, seria possível votar a reforma. Ou pelo  menos fingiu acreditar. A mídia, favorável à reforma, entrou na alucinação coletiva dos  governistas – até porque não quer ser responsabilizada por qualquer fracasso", diz Chagas.

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A jornalista ainda lembra que o Senado já avisou que não vai votar texto aprovado pela Câmara antes de fevereiro de 2018. "E não falamos ainda do Senado, que já mandou dizer que não vota o projeto de Previdência que sair da Câmara antes de fevereiro do ano que vem. Isso mesmo: fevereiro do ano eleitoral de 2018, quando dois terços do Senado Federal vão ter que disputar a reeleição".

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