Haddad no palco da inquisição: na Globo News, só faltaram Moro e Dallagnol
"A imprensa brasileira, sempre tão independente e isenta, acaba de criar uma nova modalidade de entrevista: o jornalista pergunta e ao mesmo tempo responde", diz o jornalista Ricardo Kotscho; "Levado ao palco da inquisição da Globo News, Fernando Haddad parecia um monge tibetano meditando, tentando se defender, nas poucas brechas que lhe davam, enquanto seus ansiosos inquiridores se alternavam nas acusações contra Lula, Dilma e o PT"
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247 - "A imprensa brasileira, sempre tão independente e isenta, acaba de criar uma nova modalidade de entrevista: o jornalista pergunta e ao mesmo tempo responde", diz o jornalista Ricardo Kotscho. "Levado ao palco da inquisição da Globo News, Fernando Haddad parecia um monge tibetano meditando, tentando se defender, nas poucas brechas que lhe davam, enquanto seus ansiosos inquiridores se alternavam nas acusações contra Lula, Dilma e o PT", continua.
Segundo Kotscho, a entrevista "foi um bombardeio sem tréguas, na mesma quinta-feira do atentado a Jair Bolsonaro, sem dar tempo para o entrevistado respirar e falar com quem lhe interessava, ou seja, sua excelência, o eleitor".
"Em Curitiba, nem Sergio Moro e Daltan Dallagnol eram tão implacáveis com os petistas, a ponto de anunciar a sentença antes mesmo que o acusado e seus advogados pudessem se defender. Nem se pode falar em debate, como se os entrevistadores fossem candidatos também, porque neste formato há pelo menos um mediador e regras mínimas de civilidade", acrescenta. "Entrevistas como esta da Globo News com Fernando Haddad certamente não contribuem para que o eleitor possa serenamente fazer as suas escolhas".
Leia a íntegra no Balaio do Kotscho
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