Hacker diz também ter tido acesso a conversas de militares, ministros e filhos de Bolsonaro
Reportagem da revista Veja traz declarações de Walter Delgatti Neto, que seria o chefe da quadrilha de hackers e está preso
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247 - Reportagem da revista Veja publicada nesta sexta-feira 13 aponta que as mensagens obtidas por hackers com a suposta invasão de celulares de autoridades e que teriam resultado na Vaza Jato envolvem também ministros do governo Bolsonaro, um militar e os filhos do presidente.
A matéria traz declarações de Walter Delgatti Neto, que seria o chefe da quadrilha de hackers e está preso. Se for condenado, ficará na cadeia pelos próximos 20 anos. Sobre Bolsonaro, afirma ter tido acesso a dois de seus celulares, mas como o presidente não acessa o aplicativo Telegram - invadido para obtenção das conversas - “não havia conteúdo disponível”.
A citação ao “militar” envolve o general Walter Braga Netto, o atual chefe do Estado-Maior do Exército, que a Veja destaca ter “um currículo repleto de condecorações e uma carreira exemplar”. E há ainda menção a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Cármen Lúcia.
“No caso dos filhos Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, o hacker procurou Manuela d’Ávila e disse que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de Bolsonaro durante a campanha presidencial”, diz a Veja.
Um dos integrantes da quadrilha, Luiz Henrique Molição, que firmou acordo de delação premiada em troca da sua liberdade, teria entregado aos investigadores, ainda segundo a matéria, “o nome de três novos personagens que estariam envolvidos na invasão dos celulares e na divulgação das mensagens da Lava-Jato. Um deles seria um militante do PT ligado à família do ex-ministro Antonio Palocci”.
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