Greenwald: “Temer não tem legitimidade nenhuma no mundo”

Jornalista e escritor norte-americano diz que manobras realizadas pelo Congresso e parte da mídia brasileira para sustentar o governo Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo", estão a serviço de um golpe; "Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso", observou, em entrevista à Rádio Guaíba

Jornalista e escritor norte-americano diz que manobras realizadas pelo Congresso e parte da mídia brasileira para sustentar o governo Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo", estão a serviço de um golpe; "Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso", observou, em entrevista à Rádio Guaíba
Jornalista e escritor norte-americano diz que manobras realizadas pelo Congresso e parte da mídia brasileira para sustentar o governo Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo", estão a serviço de um golpe; "Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso", observou, em entrevista à Rádio Guaíba (Foto: Paulo Emílio)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

CafezinhoConhecido mundialmente por ter sido escolhido pelo analista de sistemas Edward Snowden para revelar a rede de espionagem da National Security Agency (NSA), o jornalista e escritor norte-americano Glenn Greenwald passou a produzir entrevistas e reportagens no exterior denunciando que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff resulta de um esquema arquitetado com esse fim. Após ter denunciado a rede internacional de grampos, Greenwald ganhou o Prêmio Pulitzer de Jornalismo, em 2014.

Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Greenwald ratificou, nesta terça-feira, o entendimento de que manobras foram realizadas pelo Congresso e parte da mídia nacional para sustentar o governo interino de Michel Temer que, segundo ele, "não tem legitimidade nenhuma no mundo". "Eu comecei a usar a palavra golpe depois da divulgação das conversas entre Romero Jucá e Sergio Machado, quando eles falaram sobre envolvimento do Supremo e demais facções no Brasil no plano para realizar o impeachment de Dilma", salienta.

Para Glenn Greenwald, o processo de impeachment se deu pela quarta derrota consecutiva da oposição contra o PT. "Na minha opinião o motivo principal do impeachment é que as pessoas contra o PT não conseguiram vencer as eleições e decidiram que não poderiam mais usar a democracia para expulsar o PT. Ainda mais, políticos corruptos estão liderando o processo contra Dilma em nome (do fim) da corrupção. É impossível de pensar em um governo novo, como o governo Temer, cheio de corrupção. Eu acho que isso mudou a opinião internacional, mais do que tudo", segue.

continua após o anúncio

Impeachment no Exterior

"Este tema (impeachment de Dilma) foi criado pela mídia brasileira e a mídia internacional aceitou, mas quando eles olharam mais sério e outros jornalistas estrangeiros - The Intercept, Guardian e New York Times – começaram a explicar melhor o que se passava aqui, a opinião no mundo mudou muito. Eu acho que, agora, o governo Temer não tem legitimidade nenhuma no mundo, talvez com a Argentina. Mas o mundo inteiro não confia mais neste processo, este governo não tem mais credibilidade".

continua após o anúncio

Mídia conservadora

"Os meios de comunicação dominantes no Brasil estão em propriedades de poucas famílias ricas, que estão abusando de forma aberta para forçar a queda de Dilma. Todo mundo pode ver que a mídia aqui é muito unida e controlada, e isso não é jornalismo e, sim, propaganda contra os partidos de esquerda e de defesa de partidos de direita. Isso é muito perigoso".

continua após o anúncio

Critica da GloboNews contra imprensa internacional

"Isso é ridículo. Absurdo, é uma vergonha. A primeira coisa é que existem ótimos jornalistas que moram no Brasil há muitos anos, falam bem português e trabalham para os jornais mais importantes do mundo. A mídia brasileira - Globo, Abril, Veja e Estadão – está atacando os jornalistas estrangeiros, mas agora com a Internet a mídia não pode mais controlar as informações que os brasileiros estão recebendo. Nós (estrangeiros) estamos fazendo o trabalho que eles, incluindo (quem trabalha para) a Família Marinho, não podem fazer, que é mostrar outras perspectiva".

continua após o anúncio

Michel Temer

"Em primeiro lugar, ele (Temer) escolheu 23 ministros, já perdeu três e tem muitos outros ministros envolvidos em corrupções serias. É muito claro, que o próprio Temer também é citado e acusado de receber e controlar dinheiro ilegal para campanhas. Isso é um fato incrível, pois ele está liderando esta força para retirar uma presidente eleita em nome da corrupção. O fato incrível é que a mídia brasileira quase nunca menciona é que ele foi condenado e proibido para qualquer candidatura".

continua após o anúncio

Eduardo Cunha

"O Cunha foi a cebola do impeachment na Câmara. No exterior, isso sempre foi o fato mais incrível – como Eduardo Cunha pode liderar um processo de impeachment quando ele é um ladrão óbvio e um dos maiores corruptos políticos da América Latina. O Cunha é muito corrupto e o plano para ele renunciar foi para diminuir a tensão contra ele".

continua após o anúncio

Jornalismo honesto

"Eu comecei a fazer as reportagens sobre a crise no Brasil neste ano porque eu não conseguia acreditar o que estava acontecendo com a mídia brasileira. Eu fiz jornalismo em quase 30 países, nos últimos cinco anos, e nunca vi uma mídia como a brasileira que se comporta com desonestidade, mostrando apenas um lado do debate com muitas mentiras. Eu acho que a democracia precisa de um jornalismo honesto e justo, mas as organizações dominantes do país estão muito abusadas".

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247