Google diz que bolsonarista Allan dos Santos age de modo desleal, tóxico e romantiza violência política

Segundo advogados do Google, o blogueiro "opta deliberadamente por descumprir as regras aceitas por todos, adota comportamento desleal, omite informações e tenta manipular a narrativa para prosseguir em seu comportamento tóxico". A empresa e bolsonarista Allan dos Santos, investigado por fake news, estão em disputa judicial. O canal dele havia sido retirado do ar

Allan dos Santos
Allan dos Santos (Foto: Alessandro Dantas)


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247 - Em manifestação de advogados em disputa na Justiça com o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, do site Terça Livre, o Google disse que o canal glamoriza a violência política e tem comportamento tóxico e desleal na internet. O YouTube, controlado pelo Google, retirou o canal do ar no final de janeiro por causa de infrações a regras da plataforma.

"O que se tem é um caso fácil: um usuário que opta deliberadamente por descumprir as regras aceitas por todos, adota comportamento desleal, omite informações e tenta manipular a narrativa para prosseguir em seu comportamento tóxico", escreveram os membros dos escritórios Lee, Brock, Camargo Advogados e Barroso Fontelles, Barcellos, Mendonça Advogados, que representam o Google na causa. O relato foi publicado pela coluna Painel.

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"A preservação desse espaço depende da vedação de determinados conteúdos e condutas, sob pena de a plataforma ficar sujeita à toda sorte de comportamento tóxico de usuários mal intencionados", acrescentaram.

No final de julho, o relator Antonio Carlos Mathias Coltro, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que o canal fosse reativado até o julgamento do apelo do blogueiro à decisão que deu razão ao Google na exclusão do canal do YouTube.

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Na disputa com o Google, a defesa do blogueiro vem tentando argumentar que o canal tem sido alvo de perseguição. 

Além do embates no TJ de São Paulo, o blogueiro viu outra ofensiva do Judiciário na última segunda-feira (16), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu redes sociais de repassar dinheiro a páginas bolsonaristas investigadas por fake news, entre elas o Terça Livre.

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