Golpe vira piada no mundo: Dilma derrubada por "Deus"

Edição internacional do jornal El País mostrou que a grande maioria dos 513 deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma não se referiu ao que efetivamente estava sendo discutido; "A defesa da família, da propriedade, de Deus e da ordem nas mãos dos militares mostrou a verdadeira imagem do mais conservador Congresso desde 1985 e sugeriu, aliás, que nenhum relatório foi lido com a base jurídica que poderia justificar o crime de responsabilidade, necessária para cair Dilma Rousseff", diz o jornal espanhol

Edição internacional do jornal El País mostrou que a grande maioria dos 513 deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma não se referiu ao que efetivamente estava sendo discutido; "A defesa da família, da propriedade, de Deus e da ordem nas mãos dos militares mostrou a verdadeira imagem do mais conservador Congresso desde 1985 e sugeriu, aliás, que nenhum relatório foi lido com a base jurídica que poderia justificar o crime de responsabilidade, necessária para cair Dilma Rousseff", diz o jornal espanhol
Edição internacional do jornal El País mostrou que a grande maioria dos 513 deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma não se referiu ao que efetivamente estava sendo discutido; "A defesa da família, da propriedade, de Deus e da ordem nas mãos dos militares mostrou a verdadeira imagem do mais conservador Congresso desde 1985 e sugeriu, aliás, que nenhum relatório foi lido com a base jurídica que poderia justificar o crime de responsabilidade, necessária para cair Dilma Rousseff", diz o jornal espanhol (Foto: Aquiles Lins)


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247 - Edição internacional do jornal espanhol El País ridicularizou a sessão de votação da Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, nesse domingo, 17.

O El País mostrou que a grande maioria dos 513 deputados que votaram a favor do impeachment não se referiu ao que efetivamente estava sendo discutido, a acusação de crime de responsabilidade pelas chamadas "pedaladas fiscais". "'para minha esposa Paula', 'pela minha filha nascer e minha sobrinha Helena', 'meu neto Gabriel', 'a tia que cuidou de mim pequena', 'pela minha família e meu estado', 'Deus', 'pelos militares [golpe] 64', 'pelos evangélicos', 'pelo aniversário da minha cidade', 'pela defesa do petróleo', 'agricultor', 'pelo café' e até mesmo "por vendedores de seguros no Brasil".

"A defesa da família, da propriedade, de Deus e da ordem nas mãos dos militares mostrou a verdadeira imagem do mais conservador Congresso desde 1985 e sugeriu, aliás, que nenhum relatório foi lido com a base jurídica que poderia justificar o crime de responsabilidade, necessária para cair Rousseff ou, pelo menos, ninguém se esforçado para provar isso", diz a reportagem do El País. 

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