GGN: Lava Jato sustentará Palocci como ponte para condenar Lula

Jornal GGN diz que as denúncias até o momento apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato contra o ex-presidente Lula são frágeis e que o próximo alvo da força-tarefa da Lava Jato é o ex-ministro Antonio Palocci, peça considerada "chave" pelos procuradores para conectar todas as miras no grand finale sob Lula; "O maior aliado dos investigadores, neste momento, é o ex-senador cassado Delcídio do Amaral (...), que prestou novo depoimento, reforçando a tese de que a responsabilidade de todo o esquema estava sob o comando e o direcionamento do PT", diz a reportagem

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Aquiles Lins)


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Do Jornal GGN - Segue a estratégia dos procuradores da Operação Lava Jato, sob a coordenação de Deltan Dallagnol e o comando das investigações pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, de incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando a condenação de figuras aliadas e próximas de Lula para cercar a tese da teoria do domínio do fato.

Apesar de muitas ações na Justiça Federal do Paraná utilizarem como meios de provas opções frágeis em denúncias, a maioria com base em delações premiadas e poucos materiais corroborativos, é alto o risco para o magistrado de Curitiba aceitar uma denúncia pouco sustentada contra o ex-presidente.

Nessa linha, o próximo alvo da força-tarefa da Lava Jato é o ex-ministro Antonio Palocci, peça considerada "chave" pelos procuradores para fazer a ponte que falta para conectar todas as miras no grand finale sob Lula.

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O maior aliado dos investigadores, neste momento, é o ex-senador cassado Delcídio do Amaral. Prestando as informações necessárias, de fácil condução pelos delegados e procuradores, Delcídio prestou novo depoimento, no dia 11 de outubro, reforçando a tese de que a responsabilidade de todo o esquema estava sob o comando e o direcionamento do PT.

Nesse quebra-cabeça, o ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-ministro da Casa Civil no governo Dilma, Palocci atuaria de forma ilícita para beneficiar a empreiteira Odebrecht na contratação de estaleiros e construção de plataformas e navios-sonda pela Petrobras, incluindo negócios dos campos do pré-sal.

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Os acertos da estatal envolveram mais de US$ 21 bilhões, sem comprovações ou sequer sinais de quanto seriam proporcionais a desvios. Nesse emaranhado de conexões anunciadas por Delcídio a Dallagnol e sua equipe, também estaria envolvida a empresa Sete Brasil.

Os investigadores já vinham apontando a mira, ao longo da Lava Jato, sobre os contratos fechados pela Sete Brasil, sociedade da Petrobras com os bancos BTG Pactual, Bradesco e Santander, além dos fundos de pensão Petros, Previ e Vale do Rio Doce. Isso porque a Sete foi a responsável pelos contratos de estaleiros de 28 plataformas e sondas para a estatal, que hoje são deflagrados pelo esquema. Neste cenário, Palocci teria participado da criação da Sete Brasil.

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A tese sustentada pelos procuradores é que a empresa foi criada como um dos braços da Petrobras com o objetivo exclusivo ou prioritário para o milionário esquema de corrupção. Sob essa alegação, Palocci seria responsabilizado.

"O modelo de cobrança de propina, que já existia na Petrobrás, foi levado também à Sete Brasil. (...) Palocci participou de toda estruturação econômica da Sete Brasil", concluíram assim os investigadores.

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O raciocínio é o mesmo seguido nas 120 páginas de denúncia contra o ex-ministro. Mas, sem deixar de mostrar os objetivos seguintes e final, a peça não inclui apenas Palocci, mas os marqueteiros de campanhas do partido, João Santana e Monica Moura, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, os ex-funcionários da Petrobras Renato Duque e Eduardo Musa, além de outros nove denunciados, em um total de 15 alvos.

"Antonio Palocci tinha uma tarefa bem determinada: fazer a ponte entre o governo e os empresários, alimentar as estruturas de poder (as campanhas). Era a prioridade de Antonio Palocci", entregou Delcídio o trecho mais importante de suas narrações aos procuradores.

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"Em depoimento complementar prestado ao Ministério Público Federal, Delcídio do Amaral revelou que: 'Antonio Palocci sempre atuava na formatação dos grandes projetos do governo (estruturação dos consórcios, organização dos leilões); que Antonio Palocci era como se fosse o 'software' do Partido dos Trabalhadores, enquanto João Vaccari e José Di Filipi eram 'hardware', ou seja, executores daquilo que Antonio Palocci pensava e estruturava", completaram.

E o desfecho: "Segundo demonstraram os diversos e-mails apreendidos com Marcelo Odebrecht e com outros executivos do grupo, a interlocução ilícita estabelecida com Antonio Palocci se deu, seguramente, desde o período em que Antonio Palocci exercia o cargo de Ministro da Fazenda do Governo Lula".

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