General Mourão fez Brasil recuar 53 anos, diz Janio de Freitas

"O que faltava não falta mais. Assim é, antes de tudo, a contribuição do general Antonio Hamilton Mourão ao agravamento da situação crítica do Brasil. O golpismo militar retoma sua tradição. Pela voz e pela posição do general, que as fortaleceu com o aviso de que tem a concordância do Alto Comando do Exército, estamos informados de que o país recuou 53 anos em sua lerda e retardada história. De volta aos antecedentes de tutela armada vividos, com as ameaças, os medos e os perigos cegos do pré-golpe de 1964", escreve o colunista Janio de Freitas

"O que faltava não falta mais. Assim é, antes de tudo, a contribuição do general Antonio Hamilton Mourão ao agravamento da situação crítica do Brasil. O golpismo militar retoma sua tradição. Pela voz e pela posição do general, que as fortaleceu com o aviso de que tem a concordância do Alto Comando do Exército, estamos informados de que o país recuou 53 anos em sua lerda e retardada história. De volta aos antecedentes de tutela armada vividos, com as ameaças, os medos e os perigos cegos do pré-golpe de 1964", escreve o colunista Janio de Freitas
"O que faltava não falta mais. Assim é, antes de tudo, a contribuição do general Antonio Hamilton Mourão ao agravamento da situação crítica do Brasil. O golpismo militar retoma sua tradição. Pela voz e pela posição do general, que as fortaleceu com o aviso de que tem a concordância do Alto Comando do Exército, estamos informados de que o país recuou 53 anos em sua lerda e retardada história. De volta aos antecedentes de tutela armada vividos, com as ameaças, os medos e os perigos cegos do pré-golpe de 1964", escreve o colunista Janio de Freitas (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Em sua coluna nesta quinta-feira, Janio de Freitas faz duras críticas à proposta de intervenção militar feita pelo general Mourão.

"O que faltava não falta mais. Assim é, antes de tudo, a contribuição do general Antonio Hamilton Mourão ao agravamento da situação crítica do Brasil. O golpismo militar retoma sua tradição. Pela voz e pela posição do general, que as fortaleceu com o aviso de que tem a concordância do Alto Comando do Exército, estamos informados de que o país recuou 53 anos em sua lerda e retardada história. De volta aos antecedentes de tutela armada vividos, com as ameaças, os medos e os perigos cegos do pré-golpe de 1964.

O atual comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, dava seguro avanço ao exemplar trabalho do seu antecessor, general Enzo Peri, de educação civilizatória e limitação da sua oficialidade às atividades profissionais. Essa situação, sem precedente desde a construção do golpe militar batizado de proclamação da República, interrompe-se em uma manifestação divisível em duas partes distintas.

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Uma consiste na atitude do general Mourão como indivíduo mentalmente formado na caserna, durante um período em que ali as ideias se formaram por processo equivalente a lavagens cerebrais. Fábricas de posições sem reflexão, apenas ecos de sons vindos do Norte. Por certo, são muitos os Mourões nos níveis de idade mais alta, no entanto até aqui compelidos à conduta de militares verdadeiros, não de políticos e juízes armados.

A outra parte é a das significações. A frase sísmica do general Mourão não cabe em suas palavras: "Quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?'" É o mais puro espírito do golpismo: "Por que que não vamo derrubar tudo", se temo as armas e não temos ideia do que significa tal decisão? Essas foram as premissas de todos os golpes militares, fantasiadas ou não."

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