Gaspari questiona a “privataria 3.0” de Temer
Colunista Elio Gaspari comenta o “refresco” concedido pelo governo interino aos concessionários de sete aeroportos, que não pagaram as outorgas devidas, de menos R$ 2,5 bilhões; “O governo preferiu o caminho do refresco para não assustar o mercado. Talvez aí esteja o seu erro. O que assusta investidores é um governo que não cumpre contratos”
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247 – O colunista Elio Gaspari comenta o “refresco” concedido pelo governo interino aos concessionários de sete aeroportos, que não pagaram as outorgas devidas, de menos R$ 2,5 bilhões.
“Pelo contrato de concessão dos aeroportos, como acontece com o aluguel de apartamentos, se o inquilino não paga, deve ir embora. O governo preferiu o caminho do refresco para não assustar o mercado. Talvez aí esteja o seu erro. O que assusta investidores é um governo que não cumpre contratos. Não foi por superstição que algumas grandes empreiteiras nacionais e operadoras mundiais de aeroportos resolveram ficar longe dos leilões petistas”, diz.
Segundo ele, as privatizações não trouxeram o que prometeram (inclusive os aluguéis), mas as novas operadoras melhoraram alguns aspectos do negócio. “Nenhum aeroporto brasileiro pode sonhar com a qualidade dos terminais de Amsterdã, mas Guarulhos pode ser mais confortável do que algumas áreas de embarque congestionadas do Charles de Gaulle”, afirma. Já o Galeão, em 2015 continuava invicto na posição de pior aeroporto do mundo. Em abril passado a Odebrecht atrasara o pagamento de R$ 934 milhões, ressalta (leia aqui).
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