Fornazieri ao DCM: “Lula pode ser condenado por convicções”
Entrevista pelo Diário do Centro do Mundo, o sociólogo Aldo Fornazieri destacou que não há provas concretas contra Lula e um paralelo com a história do ex-presidente Juscelino Kubitschek, perseguido pelos militares; "Juscelino foi acusado sem provas e absolvido, Lula pode ser condenado por convicções"; "No caso do Lula, as acusações são feitas pelo Ministério Público e pelo juiz Moro, que parece estar empenhando em condená-lo mesmo sem provas. Não há nenhuma evidência de que Lula seja proprietário do triplex ou do sítio. "Se Moro condenar Lula, não há como não ver nessa condenação uma natureza política e persecutória", opinou Fornazieri
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247 - O sociólogo Aldo Fornazieri, doutor em Ciência Política e mestre pela USP, é um dos organizadores do livro “A crise das esquerdas”, lançado em junho. Ele concedeu entrevista ao Diário do Centro do Mundo e falou sobre a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele foi questionado sobre a situação de Lula e o que aconteceu com o também ex-presidente Juscelino Kubitschek. "Penso que o contexto é bastante diferente. Juscelino, de fato, foi acusado de ser o proprietário oculto de um apartamento de 1400 metros quadrados na Vieira Souto, no Rio de Janeiro. Os militares foram os autores da acusação. Mas na época o promotor não encontrou evidências de que o apartamento fosse do ex-presidente e sim de um amigo que o havia cedido para uso a Juscelino. Ele terminou sendo absolvido pelo juiz do caso", explicou.
Fornazieri destaca que não existem provas concretas contra Lula. Nesta semana, o petista afirmou que já provou sua inocência e agora cabe aos procuradores da Lava Jato lhe pedirem desculpas. "No caso do Lula, as acusações são feitas pelo Ministério Público e pelo juiz Moro, que parece estar empenhando em condená-lo mesmo sem provas. Não há nenhuma evidência de que Lula seja proprietário do triplex ou do sítio".
"Mas aqui parece existir uma ação persecutória com base em convicções sem provas. Ou com base na vontade política de condenar. Não resta dúvidas de que, particularmente Moro, é um juiz suspeito: tem um convívio de admiração publicamente evidenciado com Aécio Neves, com Dória e com Temer", diz o sociólogo.
"Se Moro condenar Lula, não há como não ver nessa condenação uma natureza política e persecutória. De qualquer forma, fica uma lição a ser extraída desses e de outros episódios: um líder que almeja a glória tem que guiar-se pela exemplaridade".
Dilma
"A avaliação continua valendo. Hoje está mais claro do que nunca de que Dilma sofreu um golpe por parte de uma quadrilha criminosa chefiada por Eduardo Cunha, Michel Temer e Aécio Neves. Todas as manobras golpistas contaram com apoio estratégico do juiz Moro e da Lava Jato de Curitiba".
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