Folha vê sinais de mudança em Dilma para 2° mandato

Jornal de Otavio Frias afirma que entrevista da presidente Dilma Rousseff de ontem dá “indícios de lucidez”; ela afirmou que é preciso "apertar o controle da inflação" e que "sempre haverá gastos para cortar"; publicação diz ainda que sinal de mudança virá com a indicação para a chefia da futura equipe econômica de um nome que imponha respeito ao mercado

Jornal de Otavio Frias afirma que entrevista da presidente Dilma Rousseff de ontem dá “indícios de lucidez”; ela afirmou que é preciso "apertar o controle da inflação" e que "sempre haverá gastos para cortar"; publicação diz ainda que sinal de mudança virá com a indicação para a chefia da futura equipe econômica de um nome que imponha respeito ao mercado
Jornal de Otavio Frias afirma que entrevista da presidente Dilma Rousseff de ontem dá “indícios de lucidez”; ela afirmou que é preciso "apertar o controle da inflação" e que "sempre haverá gastos para cortar"; publicação diz ainda que sinal de mudança virá com a indicação para a chefia da futura equipe econômica de um nome que imponha respeito ao mercado (Foto: Roberta Namour)


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247 – Para o jornal “Folha de S. Paulo”, a presidente Dilma Rousseff já sinaliza uma mudança positiva para a economia voltada a seu segundo mandato, que deve ser coroada com nome na Fazenda “que imponha respeito ao mercado”. Leia:

Dilma mudando

Se eleitorado dividido ao meio recomenda moderação ao novo governo, estado crítico da economia obriga a adotar orientação diversa da atual

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As manifestações em favor do impeachment e até da deposição da presidente Dilma Rousseff, embora toleráveis em respeito à liberdade de expressão, não passam de desvario político. Restringem-se a grupelhos isolados, em mais uma evidência de que o respeito às regras do jogo democrático se enraizou solidamente no Brasil.

Como costuma acontecer com governantes vitoriosos por margem estreita de votos, tudo indica que a presidente reeleita tenderá à moderação.

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Cabe aqui a conhecida analogia entre o poder e o violino, instrumento que se usa tomar com a mão esquerda, mas se toca com a direita.

Que quase metade do eleitorado tenha condenado sua administração já seria motivo bastante para fazê-la esquecer os arroubos da campanha.

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Mas há razões mais prementes, traduzidas na notória deterioração da economia.

No afã de sustentar a bonança que beneficiou o segundo mandato de seu antecessor, a presidente meteu os pés pelas mãos. Adotou um intervencionismo errático que gerou distorções, afugentou investimentos e solapou a confiança empresarial. Colheu inflação alta (média anual estimada de 6,2% no quadriênio) e crescimento raquítico (de 1,6%).

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É hora de mudar, como apregoaram todos os candidatos. Passo decisivo será a indicação, para a chefia da futura equipe econômica, de um nome que imponha respeito ao mercado, anunciada para a segunda metade deste mês.

Ontem mesmo a mandatária disse em entrevista que é preciso "apertar o controle da inflação" e que "sempre haverá gastos para cortar", dando indícios de uma lucidez que vinha lhe faltando durante o primeiro mandato.

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No flanco político, os problemas não serão menores. O governo terá de se haver com sua imensa base parlamentar, sempre sequiosa por cargos e verbas, sempre disposta a chantageá-lo quando as dificuldades aumentam.

Nesse capítulo, a melhor política será o rigor republicano que a presidente encetou no início do primeiro governo, para depois abandonar. Uma real disposição de contribuir para esclarecer e punir as gravíssimas evidências de corrupção na Petrobras emitiria a mensagem correta, ainda que ao preço de atingir as entranhas do próprio governo.

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Quanto à oposição, derrotada mas fortalecida nas urnas, espera-se que evite tanto a leniência que a desfigurou nos últimos anos, como a tentação de enveredar por uma diretriz de "quanto pior, melhor". Afinal, competirá a ela fiscalizar e criticar a implantação de um programa de governo que, ironicamente, será em grande parte o seu.

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