Folha condena Folha no caso Kassab/Controlar

Editorial do jornal condena o estardalhaço na divulgação da acusação de que o ex-prefeito Gilberto Kassab teria recebido propina da Controlar; "A testemunha, na verdade, nem sequer presenciou as situações descritas. Só repetiu uma história que diz ter ouvido de Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da Receita da gestão Kassab e apontado como líder da máfia do ISS. São boas razões para manter cautela diante dessa trama, noticiada na semana passada pelo Jornal Nacional e pelo jornal O Estado de S. Paulo", diz o texto; ocorre que a Folha também dedicou sua manchete ao tema

Editorial do jornal condena o estardalhaço na divulgação da acusação de que o ex-prefeito Gilberto Kassab teria recebido propina da Controlar; "A testemunha, na verdade, nem sequer presenciou as situações descritas. Só repetiu uma história que diz ter ouvido de Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da Receita da gestão Kassab e apontado como líder da máfia do ISS. São boas razões para manter cautela diante dessa trama, noticiada na semana passada pelo Jornal Nacional e pelo jornal O Estado de S. Paulo", diz o texto; ocorre que a Folha também dedicou sua manchete ao tema
Editorial do jornal condena o estardalhaço na divulgação da acusação de que o ex-prefeito Gilberto Kassab teria recebido propina da Controlar; "A testemunha, na verdade, nem sequer presenciou as situações descritas. Só repetiu uma história que diz ter ouvido de Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da Receita da gestão Kassab e apontado como líder da máfia do ISS. São boas razões para manter cautela diante dessa trama, noticiada na semana passada pelo Jornal Nacional e pelo jornal O Estado de S. Paulo", diz o texto; ocorre que a Folha também dedicou sua manchete ao tema (Foto: Leonardo Attuch)


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247 - Um editorial da Folha de S. Paulo, publicado nesta terça-feira, condena a postura editorial da própria Folha de S. Paulo, no caso que envolveria o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a empresa Controlar. Dias depois de dedicar sua manchete a uma história de uma suposta "testemunha Gama", o afirma afirma que é preciso cautela diante de acusações desse tipo. Leia abaixo:

Poluição na política

Relação de Kassab com empresa de inspeção veicular continua turva, a despeito de recente absolvição da acusação de favorecimento

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Há, sem dúvida, algo de "fantasioso" no depoimento segundo o qual o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) recebeu "verdadeira fortuna" da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na cidade até o dia 31.

Uma testemunha, protegida pelo Ministério Público estadual, foi ouvida para dar esclarecimentos a respeito da chamada máfia do ISS (Imposto sobre Serviços), esquema de cobrança de propina em troca de alívio tributário.

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Segundo seu relato, Kassab decidiu transportar para uma fazenda em Mato Grosso recursos recebidos da Controlar e até então mantidos num apartamento na capital. O volume era tamanho que, de acordo com a testemunha, o avião teve dificuldade para levantar voo.

Por meio de notas, Kassab classificou o depoimento como "falso e fantasioso", e a empresa negou de forma veemente as insinuações.

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Decerto a anedota sobre problemas na decolagem ajudou o ex-prefeito a escolher o adjetivo. Ele poderia, além disso, lembrar que não há, até aqui, provas ou indícios que corroborem as declarações.

A testemunha, na verdade, nem sequer presenciou as situações descritas. Só repetiu uma história que diz ter ouvido de Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da Receita da gestão Kassab e apontado como líder da máfia do ISS.

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São boas razões para manter cautela diante dessa trama, noticiada na semana passada pelo "Jornal Nacional" e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Cautela, sim, mas não indiferença; o Ministério Público fez bem em abrir inquérito civil para apurar as acusações, graves o suficiente para justificar também eventual investigação criminal.

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Não é novidade a existência de suspeitas quanto às relações de Kassab com a Controlar. Em 2011, o Ministério Público apontou irregularidades no contrato com a empresa, que teria obtido do então prefeito vantagens indevidas na definição da prestação do serviço de inspeção veicular.

Para os promotores, Kassab desconsiderou pareceres de órgãos municipais que eram contrários à ideia de reaproveitar, em 2007, licitação vencida pela Controlar durante a gestão de Paulo Maluf, mais de dez anos antes.

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No que parece ser simples coincidência, a primeira instância da Justiça paulista, também na semana passada, absolveu Kassab e a Controlar dessas acusações.

Presume-se que recursos do Ministério Público ainda conduzirão o processo aos escaninhos dos tribunais. Ao fim e ao cabo, uma mancha preta terá sido esclarecida; será pouco, contudo, para limpar o ar paulistano, contaminado há muito tempo pela fumaça da corrupção.

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