Folha: Coaf não pode ser instrumento de perseguição do governo

"Moro precisará de mais que sua notória fluência no combate ao crime do colarinho branco. Necessitará de habilidade política, algo que ainda falta em sua biografia, para não misturar a estação do voluntarismo com a do respeito aos mecanismos que asseguram caráter impessoal e republicano ao funcionamento da máquina policial e fiscalizadora", avalia a Folha de S. Paulo neste domingo, 11, em editorial sobre juiz Sérgio Moro no Ministério da Justiça  

Folha: Coaf não pode ser instrumento de perseguição do governo
Folha: Coaf não pode ser instrumento de perseguição do governo (Foto: REUTERS/Daniel Derevecki)


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247 - O jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 11, traz editorial sobre os desafios do juiz Sérgio Moro no comando do Ministério da Justiça do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL). 

O jornal alertou para a estrutura que ficará subordinada a Moro e para o riscos na transferência do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda para a Justiça; "Apenas a boa governança evitará que esse mecanismo, pensado para ser um alarme de movimentações suspeitas de dinheiro, descambe para alimentar a agenda persecutória do governismo", diz a Folha. 

"Moro precisará de mais que sua notória fluência no combate ao crime do colarinho branco. Necessitará de habilidade política, algo que ainda falta em sua biografia, para não misturar a estação do voluntarismo com a do respeito aos mecanismos que asseguram caráter impessoal e republicano ao funcionamento da máquina policial e fiscalizadora", avalia o jornal. 

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