FHC tenta posar acima das alianças e ignora Alckmin em artigo
O ex-presidente FHC comenta o cenário eleitoral e fica em cima do muro mais uma vez; ele diz que as alianças são importantes, mas que o que vale mesmo é a 'mensagem' que o candidato pretende passar ao eleitor; diante das contradições de uma aliança do candidato do seu partido (que ele não menciona no artigo), o ex-presidente tenta justificar o desgaste eleitoral que os acordos partidários promovem, abusado de um clichê largamente usado e conhecido: é tudo culpa do sistema político
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247 - O ex-presidente FHC comenta o cenário eleitoral e fica em cima do muro mais uma vez. Ele diz que as alianças são importantes, mas que o que vale mesmo é a 'mensagem' que o candidato pretende passar ao eleitor. Diante das contradições de uma aliança do candidato do seu partido (que ele não menciona no artigo), o ex-presidente tenta justificar o desgaste eleitoral que os acordos partidários promovem, abusado de um clichê largamente usado e conhecido: é tudo culpa do sistema político.
Leia trechos do artigo do ex-presidente FHC no jornal O Estado de S. Paulo:
"Não sou ingênuo, nem poderia haver ganhado duas eleições presidenciais no primeiro turno se não entendesse que as alianças partidárias contam para a vitória e antecipam a possibilidade de governar. Mas o importante, o decisivo mesmo, é outra coisa: a mensagem e a credibilidade que o candidato desperte no eleitorado. Mormente agora, com o sistema político-eleitoral que criamos na Constituição de 1988 exaurido. Sei que o Congresso aprovou a lei de barreira e que no futuro haverá menos partidos. E também que as alianças entre eles nas eleições para deputados devem acabar. Elas distorcem a vontade do eleitor, que vota em candidato de um partido e elege alguém de outro.
(...)
Nas eleições a palavra se torna crucial. Não só seu significado literal apenas, mas o conteúdo simbólico e o modo de expressá-la. A política eleitoral implica tanto alianças como propostas e, sobretudo, requer desempenho dos candidatos. Não por acaso o “demagogo”, ao se comprometer com os interesses populares, sempre encontra espaço na vida pública. Entretanto, em especial nos momentos de crise, demagogos podem ser batidos por quem tiver virtude e capacidade de mostrar um rumo para o país que seja percebido como confiável para os “mercados”, mas principalmente bom para o povo, sem apelar à ilusão distributivista e/ou a impulsos autoritários. Foi o que fiz quando liderei o Plano Real."
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