Fernando Brito: TST assume a ‘razão fascista’ com petroleiros

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, critica o "reacionaríssimo" do TST, que declarou ilegal a greve dos petroleiros. "O fundamento do direito de greve, que é a solidariedade dos trabalhadores, está sendo atacado", disse

(Foto: TST | Reprodução)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - O reacionaríssimo ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho, decretou que é ilegal a greve os petroleiros, que dura 17 dias e tem adesão crescente da categoria.

Para ele, é “política” uma greve que tem como ponto essencial a não demissão de centenas de colegas dos empregados da Petrobras, que estão sendo demitidos da Fábrica de Fertilizantes da empresa no Paraná.

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Ao que parece, só os próprios demitidos poderiam fazer greve, não seus companheiros.

O fundamento do direito de greve, que é a solidariedade dos trabalhadores, está sendo atacado.

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A fábrica será fechada e os prejuízos ao país, que importa fertilizantes, serão imensos.

Não importa.

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Os poços de petróleo podem ser vendidos, mas não podem parar de produzir um dia sequer.

As refinarias podem ser leiloadas, mas não podem parar de soltar fumo pelas chaminés nem por um minuto.

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Os bens e atividades da Petrobrás podem ser vendidos ou fechados, mas seu funcionamento não pode ser interrompido por um segundo pelos que dedicam a vida a fazê-los funcionar.

Se os petroleiros são assim tão essenciais que não podem fazer greve, porque a empresa em que trabalham pode ser depenada, fechada, vendida, entregue?

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A lei só cria excepcionalidades ao direito greve diante de “necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.”

Não está acontecendo isso e a própria empresa diz que não há ameaça ao fornecimento de combustíveis.

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Ameaça há à Petrobrás.

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