Fernando Brito: 'os generais devem escolher: ser coveiros de um golpe ou enterrar brasileiros?'

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, conclama os generais a vestirem suas fardas e dizer a bolsonaro "que não apoiarão nenhum apelo para que as ruas se encham, as escolas funcionem e a população se mate"

(Foto: Marcos Corrêa/PR)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Os militares brasileiros são, em grande parte, os culpados por estarmos sendo governados por um sandeu, um psicopata furioso que está mais preocupado com “likes” do que com cadáveres.

Não são o únicos, é verdade, porque antes deles vieram os “gravatinhas” do Judiciário, o “baixo clero” do Congresso e os arrumadinhos da mídia.

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Mas destes, ao menos, pode-se dizer que muitos, no primeiro caso, e quase todos, no segundo, refluíram e estão agindo com algum grau de responsabilidade que a situação exige, às portas de um morticínio como o que estamos vendo acontecer pela Europa e, ao logo desta semana, nos Estados Unidos.

É dos generais, portanto, que devemos exigir que assumam sua parte de culpa e ajam para evitar que o desastre se transforme em hecatombe, pelo criminoso, irresponsável e genocida impulso de Jair Bolsonaro para que as pessoas deixem os velhinhos em casa e vão para a rua, pressionadas pelo desemprego (ou o medo dele), se contaminem e voltem para propagar a morte para os idosos e doentes que em casa deixaram.

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Ninguém quer, senhores, um golpe de Estado no Brasil, exceto Jair Bolsonaro e ele nem teve coragem de negá-lo, ontem, na entrevista à Band, quando saiu pela tangente ao dizer que quem vai dar golpe de Estado não o diz. 

Exatamente como fez. Bolsonaro é psicopata, mas não está desinformado ou mal assessorado.

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Ao contrário, tem os piores dos piores daqui e assessoramento dos núcleos subversivos internacionais da extrema direita.

Eles se funda na constatação que vem desde Maquiavel de que um homem esquece mais rapidamente o assassinato de seu pai que a perda de suas riquezas.

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E que, portanto, não ficará a culpa por dezenas de milhares de mortes, mas a angústia e o sofrimento das massas diante da recessão, profunda e cruel, da qual dirá que foi o apelo à quarentena o responsável. 

Logo, Congresso e Judiciário que o impediram, gorduchos e indiferentes aos que ficariam sem trabalho. 

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Há método na loucura aparente de Jair Bolsonaro.

O que há, portanto, é a necessidade de abortar este golpe no nascedouro e ver o que se pode fazer para evitar que as mortes de brasileiros não sejam mais do que as milhares que hoje, infelizmente, já não será possível impedir.

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Vistam suas fardas engaloadas, juntem-se os comandantes das três Armas e digam ao presidente que não apoiarão nenhum apelo para que as ruas se encham, as escolas funcionem e a população se mate.

Digam que estão dispostos a assumir a coordenação logística para que as cidades sigam abastecidas, para que haja estruturas hospitalares emergenciais, que suas unidades bacteriológicas serão ampliadas e equipadas para velar, ao menos, para que os hospitais não liquidem seus próprios médicos, enfermeiros e assistentes com contaminação com o vírus, tirando de combate o pessoal mais precioso neste momento.

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Não aceitem que a rendição aos interesses do capital e os planos do ex-capitão terrorista (esqueceram?) se sobreponham ao mais básico direito dos brasileiros, o de não morrer inutilmente.

Bastará.

Ao perceber que não terá apoio na aventura genocida, Bolsonaro recuará e entregará não só o comando da ação do governo brasileiro mas, possivelmente, entregará o próprio governo.

Todos, então, poderão buscar saídas dentro da legalidade e que tragam, também, a volta da legitimidade que se perdeu.

Do contrário, conformem-se de serem úteis apenas para transportar cadáveres e, numa mórbida e apavorante metáfora, serem os coveiros do povo brasileiro.

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