Fernando Brito: Moro inferniza Bolsonaro, mas perdeu sua mística
"A demissão de Moro tem dez dias, mas já o arrastou para uma insignificância de anos", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço. "A trajetória do ex-juiz para o opróbrio, a degradação, a humilhação, para o vexame é irreversível"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Fernando Brito, do Tijolaço - Pesquisas, ruas, mídia.
Pouco mais de uma semana e já é possível ver que Sergio Moro perdeu, e feio, a batalha para Jair Bolsonaro.
Seja nas ruas de Brasília, seja nos portões da Polícia Federal, deu para ver que as manadas seguiram o sino psicopata do presidente e largaram o juiz no minguado terreno remanescente de gatos pingados no que já foram multidões de idólatras.
A monstruosidade que Moro pariu tornou-se mais monstruosa que seu ventre.
O fundamentalismo religioso que o embalou fez crescer um fundamentalismo mais feroz.
Como o pássaro preto, o chupim, que põe os ovos no ninho do tico-tico, gerou um ser tão grande e feroz que devora os outros filhotes e até quem o chocou.
O uso judicial de suas “delações premiadas” é igual ao que se faz das que comandou em Curitiba: serve para atacar a honra (ou a falta dela) alheia, mas não santificam o delator.
A demissão de Moro tem dez dias, mas já o arrastou para uma insignificância de anos.
A trajetória do ex-juiz para o opróbrio, a degradação, a humilhação, para o vexame é irreversível.
Moro é o adversário que Jair pediu a Deus.
Não pode enfrentá-lo no campo da moral, da legalidade, do humanismo, da isenção, do respeito à lei
A legião de seguidores que teve, agora, segue o que simboliza o fanatismo autoritário que ele um dia representou.
O chupim de Moro cresceu, tem um bico enorme e devora o ninho onde cresceu.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247