Fernando Brito: até onde irão os surtos de Bolsonaro
"Mesmo diante das dificuldades em compor uma estrutura de governo minimamente eficaz, não controla o seu processo de radicalização, talvez na ilusão de que massas furiosas venham referendá-lo e fazer impor sua vontade", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; "Bolsonaro joga no confronto e na submissão do Legislativo e do Judiciário ao seu discurso tresloucado"
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - O senhor Jair Bolsonaro não vai parar.
Mesmo diante das dificuldades em compor uma estrutura de governo minimamente eficaz, não controla o seu processo de radicalização, talvez na ilusão de que massas furiosas venham referendá-lo e fazer impor sua vontade.
Nesta quarta-feira (27), em entrevista a José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, na TV Bandeirantes, disse que não houve ditadura no Brasil, mas apenas “uns probleminhas” semelhantes a desentendimentos de casal, que Augusto Pinochet “fez o que tinha que ser feito” ao produzir uma matança “porque dentro do Chile existiam mais de 30 mil cubanos, então tinha que ser de forma violenta pra reconquistar o seu país”, embora não se tenha notícia disso.
Partiu para cima da Folha de S. Paulo, a quem chamou de “toda a fonte do mal”.
Bolsonaro joga no confronto e na submissão do Legislativo e do Judiciário ao seu discurso tresloucado.
Se estes poderes, em nome de um “democratismo”, permanecerem apenas miando oposição a seus planos, mesmo sem apoio de massa, Bolsonaro estará a um passo de impor uma nova ditadura ao país.
Jair Bolsonaro, está se tornando evidente, é um caso de interdição.
O que não pode acontecer é que nós fiquemos discutindo o que sua ambiciosa loucura propõe.
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