Fernando Brito: a guerra era ‘brincadeirinha’ ou brincadeira é a trégua?

"De repente, não mais que de repente, nos jornais desapareceu a guerra entre a Câmara dos Deputados e Jair Bolsonaro, que estava a ponto de xingarem as respectivas mães", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; o chefe do Planalto, diz ele, "fez a guerra pública como fez a paz publicada. Que continua dependendo de uma tuitada para ser rompida"

Fernando Brito: a guerra era ‘brincadeirinha’ ou brincadeira é a trégua?
Fernando Brito: a guerra era ‘brincadeirinha’ ou brincadeira é a trégua? (Foto: Esq.: Alan Santos - PR / Dir.: Valter Campanato - ABR)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Por Fernando Brito, do Tijolaço - De repente, não mais que de repente, nos jornais desapareceu a guerra entre a Câmara dos Deputados e Jair Bolsonaro, que ontem estava a ponto de xingarem as respectivas mães.

O dólar cai, a Bolsa dispara – nem tanto, certo, mas pelo menos ao dia inaugural da crise – sai um relator para a CCJ, ainda que inexpressivo e sem poder de arrastar outros partidos e se anuncia a volta do clima de “agora a coisa vai”.

Como não há notícia de que Jesus tenha subido n’alguma goiabeira da Praça dos Três Poderes, nem que o presidente tenha resolvido dar o que eles querem, de uma hora para outra e em grandes quantidades, alguém puxou os cordéis dos bonecos desta cena ou a cena é, simplesmente, falsa.

continua após o anúncio

Volto aqui à velha citação da 1ª Lei de Newton, a que diz que os corpos tendem a permanecer parados ou em movimento salvo se uma força aja sobre eles.

Como não creio que esta força tenha vindo, assim, rápido, da “mão invisível do mercado”, prefiro a hipótese da pantomima.

continua após o anúncio

Do que, aliás, tem cheiro, desde que começou como uma “briga com a namorada” e evoluiu até o escracho da “velha política”.

O problema, como já disse aqui bem antes, é que na política, como é agora também na Física, é que as coisas não são como parecem mas, em certa medida, a existência dos fenômenos depende de serem observados, isto é, parecerem.

continua após o anúncio

Bolsonaro, que nem tanto quer além de fingir interesse por uma reforma rápida e pesada, segue em sua linha de empurrar o impasse para o parlamento.

Maia, que a quer perfilhar para consolidar-se como o “homem do mercado” e um neoestadista –  valha-nos Deus por sermos um país onde isso é um estadista – não pode a fazer andar tão depressa que a reforma  seja de Bolsonaro, nem tão devagar que ele próprio lhe seja o padrasto.

continua após o anúncio

O rechonchudo Presidente da Câmara deveria ouvir mais seu pai, César, o criador daquilo que encontrou em Bolsonaro a sua mais perfeita tradução: os factóides.

Ele fez a guerra pública como fez a paz publicada.

continua após o anúncio

Que continua dependendo de uma tuitada para ser rompida.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247