Fernando Brito: a desoneração dos combustíveis é só “brincadeirinha”
"Os Estados têm entre 20 e 25% de suas arrecadações derivadas da cobrança de ICMS sobre combustíveis. Retire isso e todos, que já andam mal das pernas, quebram", alerta o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - No Valor, os dados para comprovar que a historia da desoneração de tributos os combustíveis é um mero amontoado de bobagens para desonerar, isto sim, o governo Bolsonaro de sua falta de políticas econômicas e financeiras.
Os tributos federais no setor – que ele promete “zerar” se os governadores fizerem o mesmo com o ICMS – representaram, em 2019, R$ 27,3 bilhões de reais. Compare: o orçamento total do Bolsa Família, no ano, foi de cerca de R$ 30 bilhões.
Já os Estados têm entre 20 e 25% de suas arrecadações derivadas da cobrança de ICMS sobre combustíveis. Retire isso e todos, que já andam mal das pernas, quebram.
Ah, mas como naquele bordão dos anúncios de TV, isso não é tudo.
Como da arrecadação do ICMS vai um quarto para os municípios, também eles vão se ver com uma absurda queda de receita.
A coisa só não preocupa mais porque sabe-se que, em economia como em outras áreas, Bolsonaro desdiz à tarde o que disse pela manhã. E sem explicações, talquei? “Está encerrada a entrevista!”
Por falar em entrevista, que tal os nossos coleguinhas, diariamente humilhados por ele, perguntarem que história é essa de “mandei baixar três vezes o preço da gasolina e não baixou nada na bomba”.
E todo aquele discurso sobre a liberdade da Petrobras de formar os seus preços, algo tão exigido pelo “mercado”?
Cartas para Míriam Leitão…
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