Fenaj e Sindicatos de Jornalistas repudiam desmonte da EBC

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima da categoria, e os Sindicatos de Jornalistas repudiaram, em nota, a decisão do governo de Michel Temer, que as entidades consideram "ilegítimo", de iniciar o "desmonte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), eliminando seu caráter público"; leia a íntegra

Brasília- DF 02-09-2016 Reunião prototesto dos membros do conselho curador da EBC. Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 02-09-2016 Reunião prototesto dos membros do conselho curador da EBC. Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: Gisele Federicce)


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247 - A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima da categoria, e os Sindicatos de Jornalistas repudiaram, em nota, a decisão do governo de Michel Temer, que as entidades consideram "ilegítimo", de iniciar o "desmonte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), eliminando seu caráter público".

Na última sexta-feira, uma medida provisória assinada pelo presidente em exercício, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), extinguiu o Conselho Curador da empresa, mudou a lei que criou a companhia para que o presidente da EBC possa ser escolhido - e demitido - a qualquer momento pelo presidente da República e mudando a regra de escolha do Conselho de Administração.

Confira a íntegra da nota:

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A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima de representação da categoria, e os Sindicatos de Jornalistas vêm a público repudiar a atitude do governo ilegítimo de Michel Temer de, por meio da Medida Provisória 744/2016, iniciar o desmonte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), eliminando seu caráter público.

A medida provisória (MP), publicada na edição de hoje (sexta-feira) do Diário Oficial da União, muda a lei que criou a EBC (Lei nº 11.652, de 7 de abril de 2008), extinguindo o Conselho Curador da empresa e a garantia de mandato de 4 anos para o diretor-presidente e mudando a composição do Conselho de Administração.

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Com as mudanças, o presidente da EBC passa a ser nomeado e exonerado, a qualquer tempo, pelo presidente da República. O Conselho Curador – que era composto por 22 membros, entre os quais 15 representantes da sociedade civil – deixa de existir e, portanto, elimina-se o principal instrumento de constituição do caráter público da empresa.

A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas, em especial os Sindicatos do Distrito Federal, do Estado de São Paulo, do Município de São Luís do Maranhão e do Município do Rio de Janeiro – que têm jornalistas da EBC em suas bases – denunciam publicamente o desmonte da empresa, criada justamente para impulsionar o Sistema Público de Comunicação no Brasil, previsto na Constituição Federal.

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Há no Brasil uma hipertrofia do Sistema Privado de Comunicação, com sérios prejuízos para o conjunto da sociedade. A EBC foi criada para fortalecer o Sistema Público e permitir mais diversidade e pluralidade na produção de conteúdo cultural e jornalístico. Ainda na fase de sua consolidação, a empresa é vítima do golpe de Estado – que tem também como alvo os direitos trabalhistas e previdenciários de todos os brasileiros, medidas contra as quais se debate a preparação de uma greve geral.

Aos trabalhadores e trabalhadoras da EBC, especialmente os jornalistas, afirmamos nossa solidariedade e nossa posição de resistência às medidas antidemocráticas implementadas pela MP, de luta pela manutenção do caráter público da EBC e pelo fortalecimento do Sistema Público de Comunicação no Brasil, e de luta pelos direitos dos trabalhadores da empresa.

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Brasília, 2 de setembro de 2016

Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

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Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal

Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo

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Sindicato dos Jornalistas do Município de São Luís

Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

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