‘Facebook é melhor suporte para dialogar com o eleitor em 2016’

Especialista em mídias digitais afirma que redes sociais pautam o jornalismo; "Postar apenas para convertidos é um dos graves erros dos políticos que atuam na rede mundial de computadores", diz Carlos Willian Leite; segundo ele, brigar ou reagir impulsivamente desgastam imagens e retiram pontos do candidato; em entrevista a Renato Dias, ele fala um pouco sobre a legislação eleitoral relacionada a mídias sociais

Especialista em mídias digitais afirma que redes sociais pautam o jornalismo; "Postar apenas para convertidos é um dos graves erros dos políticos que atuam na rede mundial de computadores", diz Carlos Willian Leite; segundo ele, brigar ou reagir impulsivamente desgastam imagens e retiram pontos do candidato; em entrevista a Renato Dias, ele fala um pouco sobre a legislação eleitoral relacionada a mídias sociais
Especialista em mídias digitais afirma que redes sociais pautam o jornalismo; "Postar apenas para convertidos é um dos graves erros dos políticos que atuam na rede mundial de computadores", diz Carlos Willian Leite; segundo ele, brigar ou reagir impulsivamente desgastam imagens e retiram pontos do candidato; em entrevista a Renato Dias, ele fala um pouco sobre a legislação eleitoral relacionada a mídias sociais (Foto: Gisele Federicce)


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Renato Dias, especial para o 247 - A melhor ferramenta para a execução de campanha eleitoral nas redes sociais e dialogar com os eleitores é o Facebook. É o que afirma Carlos Willian Leite, 39 anos de idade, um dos maiores especialistas em mídias digitais do Centro-Oeste. Relações Públicas, jornalista e poeta, ele informa que para atingir o que o mercado define como formadores de opinião o melhor suporte é o Twitter. Para divulgar a imagem, Instagram.

- Para falar com ninguém, o Google +!
Sócio da consultoria 'Eureka Comunicação', empresa especializada em monitora¬mento, estratégia e gestão de redes sociais, que atua em sete Estados do País, Carlos Willian Leite registra ao Brasil247.com que administra, hoje, 15,5 milhões de perfis. Mais: confidencia ter entre os seus clientes, governos estaduais e municipais, senadores da República, governadores e até empresas multinacionais.

- As redes sociais viraram febre na vida política porque o alcance é muito maior e o desgaste muito menor.

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Com dados estatísticos nas mãos e conceitos formulados, o especialista afirma que quem pauta o jornalismo hoje são as redes sociais. A única mídia que ainda tem um alcance maior que as redes sociais é a televisão, explica. A referência é ao encolhimento da tiragem dos jornais impressos e à redução do número de ouvintes das rádios AM e FM no Brasil. A TV aberta perde audiência a cada dia que passa, metralha.

O poder das redes sociais para eleger candidatos, no entanto, não é absoluto, pontua. Apesar disso, é fundamental, explica. É preciso compreender que ninguém, exceto celebridades, conseguirá impactar pessoas, por meio de redes sociais, se não encarar isso como um trabalho prioritário, sublinha. O analista lembra, porém, que o risco de manipulação existe. "Mas tudo também deixa rastros", destaca ele.

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Experiente no mercado digital, ele aponta os principais erros dos políticos na internet. Primeiro, levar em conta apenas a vaidade, inflar seguidores e fãs artificialmente, comprando seguidores, atira. É preciso observar que seguidores comprados não interagem com o comprador, são apenas números mortos, adianta. Segundo, deixar de emitir opinião e centrar ape¬nas nos temas relacionados à agenda e ao umbigo, ironiza - em tom cáustico.

- Por exemplo, o político que só fala dele mesmo, que fica o dia todo passando atestado de competência e de bons antecedentes — que não tem opinião sobre os temas caros à sociedade.

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Isso, além de chato, é como pregar para quem já é convertido, fuzila. Terceiro, não prever cenários e postar tudo o que se pensa sem mensurar o impacto que irá causar, insiste. Trocando em miúdos, o que Carlos Willian Leite quer dizer é que, depois que uma postagem foi divulgada em uma rede social, seja qual for, apagar só irá piorar a situação de quem a divulgou. Quarto: políticos que brigam ou reagem impulsivamente quando são confrontados. Erro crasso, define.

- Para gerenciar crises é necessário criar fatos novos nas redes sociais e não ajudar a propagar o motivo da crise. É preciso entender que na internet, em algumas horas, o mundo estará velho e os fatos esquecidos.

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Campanha de 2016

A legislação eleitoral permite, nas campanhas de 2016, manter página ou perfil do candidato, partido ou coligação, em todas as plataformas sociais, por exemplo, Facebook, Twitter, Instagram e G+, observa Carlos Willian Leite. Assim como manter página gratuita de apoio a qualquer candidato, frisa. É livre a manifestação do pensamento do eleitor identificado em qualquer rede social, afirma ao Brasil247.com.

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- Somente é passível de limitação quando ocorrer ofensa à honra de terceiros ou divulgação de fatos sabidamente inverídicos.

Segundo ele, é, hoje, proibida a propaganda eleitoral paga ou pagamento para impulsionar curtidas, abrangência das postagens ou de seguidores. Nada impede, porém, o patrocínio antes do dia 16 de agosto, diz. Observação do expert em mídias digitais: "Para alguns juízes, a regra valeria também para o período pré-eleitoral, embora não conste da lei", destaca o editor da Revista Bula, ancorado no site nacional R7.

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- Não é permitida a propaganda eleitoral, ainda que gratuita, em redes sociais de pessoas jurídicas.

Saiba mais

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O QUE É PERMITIDO NAS REDES SOCIAIS DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL

— LEI Nº 9.504/1997

O que é permitido
- Manter página ou perfil do candidato, partido ou coligação, em todas as plataformas sociais, por exemplo, Facebook, Twitter, Instagram e G+
- Manter página gratuita de apoio a qualquer candidato.
- É livre a manifestação do pensamento do eleitor identificado em qualquer rede social e somente é passível de limitação quando ocorrer ofensa à honra de terceiros ou divulgação de fatos sabidamente inverídicos.

O que é proibido
- É proibida a propaganda eleitoral paga ou pagamento para impulsionar curtidas, abrangência das postagens ou seguidores (*nada impedindo o patrocínio antes do dia 16 de agosto).
*Para alguns juízes a regra valeria também para o período pré-eleitoral, embora não conste da lei.
- Não é permitida a propaganda eleitoral, ainda que gratuita, em redes sociais de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em redes da administração pública.
- É livre a manifestação do pensamento, mas é proibido o anonimato para opiniões e comentários durante o período eleitoral nas redes sociais.
- É proibido durante o período eleitoral enviar mensagens eletrônicas sobre o candidato, partido ou coligação, por meio de qualquer plataforma social, que não disponha de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário.

Sanções
- Sem prejuízo das sanções civis e criminais aplicáveis ao responsável, a Justiça Eleitoral poderá determinar, por solicitação do ofendido, a retirada de publicações que contenham agressões ou ataques a candidatos em redes sociais.

Revista Bula
- A Revista Bula, a página do Facebook administrada pela consultoria Eureka, alcançou na primeira semana de agosto 80 milhões de pessoas. O equivalente à população da Alemanha.

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