Facebook, Apple, YouTube e Spotify removem conteúdo de site dos EUA por discurso de ódio

Apple, YouTube, Facebook e Spotify removeram podcasts e canais de um site com conteúdo considerado teoria de conspiração, de autoria do norte-americano Alex Jones. As empresas disseram nesta segunda-feira (6) que o autor do site Infowars tinha violado os padrões de comunidade; Facebook disse que removeu as páginas "por glorificar a violência e por usar linguagem desumana para descrever transexuais, muçulmanos e imigrantes"

Facebook, Apple, YouTube e Spotify removem conteúdo de site dos EUA por discurso de ódio
Facebook, Apple, YouTube e Spotify removem conteúdo de site dos EUA por discurso de ódio (Foto: REUTERS/Lucas Jackson)


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(Reuters) - Apple, YouTube, Facebook e Spotify removeram podcasts e canais de um site com conteúdo considerado teoria de conspiração, de autoria do norte-americano Alex Jones. As empresas disseram nesta segunda-feira (6) que o autor do site Infowars tinha violado os padrões de comunidade.

Os movimentos são as ações mais abrangentes realizadas por empresas de internet até agora para suspender ou remover parte de conteúdo baseado em conspirações.

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Desde a fundação do site Infowars, em 1999, Jones conquistou uma vasta audiência promovendo teorias como a de que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram encenados pelo governo.

O Facebook disse que removeu as páginas "por glorificar a violência, o que viola nossa política de violência gráfica, e por usar linguagem desumana para descrever transexuais, muçulmanos e imigrantes, o que viola nossa política de discurso de ódio".

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O editor-geral do Infowars, Paul Joseph Watson, disse no Twitter que as amplas remoções representam censura e tinham a intenção de ajudar os democratas nas eleições nacionais no final do ano.

"O Infowars é amplamente creditado por ter desempenhado um papel fundamental na eleição de Donald Trump. Ao banir o Infowars, as grandes (empresas de) tecnologia estão envolvidas em interferência eleitoral apenas três meses antes de votações cruciais", escreveu Watson no Infowars.

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Nem Jones nem um representante do Infowars estavam disponíveis para comentar o assunto.

O canal de Ales Jones no YouTube, da Alphabet, nesta segunda-feira exibia um aviso dizendo que a conta tinha sido encerrada por violar as diretrizes de comunidade, e um porta-voz da empresa acrescentou por e-mail que repetidas violações de políticas, tais como as que proíbem o discurso de ódio e perseguição levou à rescisão de contas.

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A Apple removeu a maioria dos podcasts do Infowars do iTunes e uma porta-voz disse em um comunicado que a empresa "não tolera o discurso do ódio" e publica diretrizes que os desenvolvedores e editores devem seguir.

"Podcasts que violam estas diretrizes são removidos do nosso diretório, tornando-os não mais pesquisáveis ​​ou disponíveis para download ou transmissão", informou a Apple em comunicado.

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"Acreditamos em representar uma ampla gama de pontos de vista, desde que as pessoas sejam respeitosas com as opiniões divergentes."

Apenas um programa fornecido pelo Infowars, o "RealNews com David Knight", permaneceu nas plataformas da Apple nesta segunda-feira. O BuzzFeed informou anteriormente que a fabricante de iPhones havia removido a biblioteca de cinco dos seis podcasts do Infowars, incluindo os programas "War Room" e o diário "The Alex Jones Show".

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O aplicativo de músicas e podcasts Spotify disse nesta segunda-feira que removeu todos os programas do Infowars de sua plataforma, depois de retirar alguns programas na semana passada.

Um representante disse que o Spotify levou a sério relatos de conteúdo de ódio. "Devido a repetidas violações das políticas de conteúdo proibido do Spotify, o 'Alex Jones Show' perdeu o acesso à plataforma".

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O Facebook já havia suspendido a rádio e o perfil pessoal do Infowars por 30 dias no final de julho, por conta do que a empresa definiu como intimidações e incitação ao ódio.

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