Executivo do Twitter vem orientar político brasileiro

Nesta semana, a empresa de San Francisco (EUA) enviou seu principal estrategista político ao Brasil, um dos seus maiores mercados globais, para explicar aos senadores como tirar vantagem da rede de 250 milhões de usuários com vistas às eleições de outubro; "O Twitter permite a candidatos e eleitores voltar a estabelecer aquela conexão pessoal do passado e de uma forma crescente", comentou Adam Sharp

Nesta semana, a empresa de San Francisco (EUA) enviou seu principal estrategista político ao Brasil, um dos seus maiores mercados globais, para explicar aos senadores como tirar vantagem da rede de 250 milhões de usuários com vistas às eleições de outubro; "O Twitter permite a candidatos e eleitores voltar a estabelecer aquela conexão pessoal do passado e de uma forma crescente", comentou Adam Sharp
Nesta semana, a empresa de San Francisco (EUA) enviou seu principal estrategista político ao Brasil, um dos seus maiores mercados globais, para explicar aos senadores como tirar vantagem da rede de 250 milhões de usuários com vistas às eleições de outubro; "O Twitter permite a candidatos e eleitores voltar a estabelecer aquela conexão pessoal do passado e de uma forma crescente", comentou Adam Sharp (Foto: Gisele Federicce)


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Por Esteban Israel

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de crescer de forma explosiva na América Latina, o Twitter agora quer aproveitar a outra grande paixão regional, além do futebol: a política.

Nesta semana, a empresa de San Francisco enviou o seu principal estrategista político ao Brasil, um dos seus maiores mercados globais, para explicar aos senadores como tirar vantagem da rede de 250 milhões de usuários com vistas às eleições de outubro.

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"O mercado latino-americano está crescendo", disse Adam Sharp em uma entrevista à Reuters em São Paulo, "e as eleições são uma boa oportunidade para o Twitter".

Sua mensagem? "O Twitter permite a candidatos e eleitores voltar a estabelecer aquela conexão pessoal do passado e de uma forma crescente".

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Com a baixa disseminação da Internet e a grande popularidade dos telefones inteligentes, a América Latina é um dos mercados de maior expansão para o Twitter e outras redes sociais, como o Facebook.

O Twitter não divulga cifras sobre usuários, mas reconhece que o Brasil é seu quinto mercado global, o México está entre os 10 primeiros e a Colômbia e o Chile entre os 20 principais.

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E, em um ano no qual já houve três eleições presidenciais e ainda faltam as de República Dominicana, Colômbia, Bolívia e Uruguai – sem contar o Brasil – , a plataforma de microblogs está se tornando uma ferramenta indispensável no arsenal de qualquer político.

Assim como artistas e jogadores de futebol famosos, os políticos mobilizam milhões de seguidores e geram uma audiência que o Twitter pode rapidamente monetizar através de anúncios.

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Vários presidentes latino-americanos abraçaram a rede com fervor.

O colombiano Juan Manuel Santos (@juanmansantos), por exemplo, tem 2,8 milhões de seguidores; a argentina Cristina Kirchner (@cfkargentina) 2,7 milhões; o mexicano Enrique Peña Nieto (@epn) 2,6 milhões; e Dilma Rousseff (@dilmabr) 2,3 milhões.

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Na Venezuela, onde o ex-presidente Hugo Chávez continua com 4,1 milhões de seguidores mais de um ano depois da sua morte, os tuítes do seu sucessor, Nicolás Maduro (@nicolasmaduro) chegam a 1,9 milhão de pessoas, e os do oposicionista Henrique Capriles (@hcapriles) a 4,4 milhões.

"Na América Latina, as pessoas são apaixonadas por política", disse Sharp, um ex-jornalista e assessor legislativo cujo trabalho consiste, precisamente, em traduzir essa paixão para o mundo de mensagens de 140 caracteres do Twitter.

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"Onde vejo que há espaço para melhorar", acrescentou, "é nos concentrar mais na autenticidade e ter conversas reais com o público que não necessariamente sejam sobre política".

Normalmente, os políticos abrem uma conta no Twitter para transmitir a sua mensagem, e com o tempo passam a dar um toque mais pessoal à comunicação. Alguns, mais habilidosos, conseguem travar um diálogo con os eleitores.

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Diferentemente do que ocorre em outras partes do mundo, na América Latina os políticos costumam escrever seus próprios tuítes em vez de atribuir essa atividade aos seus assessores – e isso, segundo Sharp, é bom.

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